- OpenAI descontinuou o Sora nesta terça-feira (24), após seis meses de operação, encerrando também a geração de vídeo no ChatGPT; anúncio feito no X.
- A empresa não detalha os motivos, mas a Reuters aponta uma mudança estratégica para priorizar ferramentas de programação, clientes corporativos, robótica e agentes de IA.
- A OpenAI afirmou que o Sora dependia de modelos em infraestrutura antiga; o Sora 2 foi lançado em março, mas isso não impediu o encerramento.
- Há preocupação com deepfakes: a ferramenta foi classificada como de alto risco, com marcas d’água visíveis e rastreamento de uso; conteúdos envolvendo figuras públicas foram removidos.
- A equipe do Sora será redirecionada para projetos de mundo real e robótica; a descontinuação implica abrir mão de investimento de US$ 1 bilhão pela Disney, ligado a acordo de licenciamento de três anos com mais de 200 personagens.
A OpenAI descontinuiu o Sora, seu aplicativo de geração de vídeos, nessa terça-feira (24), depois de apenas seis meses no ar. A ferramenta permitia criar vídeos curtos a partir de instruções em texto, gerando expectativa entre os usuários.
A decisão encerra não apenas o aplicativo, mas também a função de geração de vídeo no ChatGPT. Motivos oficiais não foram detalhados, mas a Reuters aponta mudança estratégica que prioriza ferramentas de programação, clientes corporativos, robótica e IA aplicada.
Segundo a OpenAI, o Sora utilizava modelos em infraestrutura antiga, exigindo alto uso de recursos. O Sora 2, lançado em março, não impediu a descontinuação em dias seguintes.
Contexto estratégico e impactos
A medida reduz a atuação da empresa no segmento de vídeos gerados por IA, ampliando a ênfase para outras frentes de tecnologia. Analistas veem a movimentação como reorganização para ganhar escala em áreas com maior demanda computacional.
A equipe responsável pelo Sora não foi demitida e deverá ser redirecionada para projetos ligados a modelos de mundo real e robótica, áreas consideradas prioritárias pela OpenAI neste novo momento.
Descontinuação também envolve custos com um acordo de licenciamento previsto com a Disney, que chegaria a US$ 1 bilhão. O acordo, anunciado em parceria entre as duas empresas no fim de 2024, abrangia licenciamento de personagens da Disney, Marvel, Pixar e Star Wars para a plataforma.
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