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Por que robotáxi de dois lugares faz mais sentido do que parece

Robotáxis de dois lugares, da Tesla e da Lucid, prometem menor custo e maior eficiência, mirando frotas de ride-hailing e redução de despesas operacionais

Tesla Robotaxi Cybercab
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  • Tesla lançou o Cybercab, um robô-táxi de dois lugares, com produção iniciada no mês passado e protótipos sendo testados em vias públicas e no complexo da empresa em Austin, no Texas.
  • Lucid apresentou o Lunar, um conceito de robô-táxi de dois assentos sem portas, exibido para mostrar espaço interior e grande compartimento de bagagens.
  • A Uber confirmou acordo para adquirir vinte mil Gravitys com sensores e software de robô- táxi da Nuro, com planos similares para um próximo modelo médio da Lucid.
  • A lógica é que veículos de dois lugares são menores, mais econômicos e exigem baterias menores, o que reduz custos de compra e operação; estima-se que cada redução de um kilowatt-hora na bateria gere cerca de mil dólares de economia anual por veículo.
  • A expectativa é que frotas de ride-hailing se tornem mais lucrativas com robô-táxis baratos, desde que sejam seguros, confiáveis e não agravem a congestão urbana.

A Tesla mostrou o Cybercab, um robotáxi de dois lugares, em 2024, gerando surpresa e dúvidas sobre a utilidade de um veículo com apenas duas vagas. Em 2025 ele já entrou em produção parcial e vem sendo testado em estradas públicas e no pátio da fábrica da Tesla em Austin, Texas.

A Lucid também divulgou, no Investor Day realizado em Nova York neste mês, o conceito Lunar, um robotáxi de duas posições com interior amplo e sem volante. A empresa confirmou parceria semelhante à anunciada por Uber, com o objetivo de abastecer frotas de robotáxis a partir de modelos médios da própria Lucid.

Propósito e vantagens estratégicas

Executivos da Lucid destacaram que mais de 90% das corridas de Uber envolvem apenas um ou dois passageiros, sinalizando demanda para modelos menores. A engenharia aponta para menor peso e menor custo de construção, com baterias de menor capacidade que reduzem custos e tempos de recarga.

O conceito Lunar utiliza o mesmo painel horizontal já visto em outros modelos da empresa, porém sem volante, e é construído sobre uma versão reduzida da plataforma de veículos médios. A proposta é entregar maior eficiência energética e menor custo total de propriedade para operadores de frota.

Eficiência, desempenho e viabilidade

Especialistas observam que veículos com menos assentos tendem a ser menores e mais econômicos, o que pode baixar o custo de aquisição e operação para frotas de robo-táxis. Analistas ressaltam ainda a importância de a tecnologia de condução ser confiável e de baixo impacto na congestão urbana.

A Lucid aponta que cada redução de 1 kWh na bateria pode representar economia anual significativa para o operador, considerando alto volume de uso. A expectativa é alcançar eficiência entre 5,5 e 6 milhas por kWh em uso típico, com variações conforme o trajeto.

Perspectivas do mercado

A dupla de fabricantes aposta em um ecossistema de parcerias com serviços de ridesharing para ampliar adoção. A parceria com Uber prevê a compra de milhares de unidades equipadas com sensores de robotaxi e software, abrindo caminho para testes com novos modelos da Lucid no futuro.

Especialistas lembram que, para o sucesso, além da eficiência, é preciso garantir segurança, confiabilidade e impacto mínimo na mobilidade urbana. O formato de dois lugares pode se tornar uma solução rentável apenas se os custos operacionais permanecerem significativamente mais baixos que os veículos atuais.

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