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Starcloud vira unicórnio e levanta US$ 170 milhões para data centers no espaço

Starcloud levanta US$ 170 milhões e atinge US$ 1,1 bilhão em 17 meses, mirando data centers orbitais alimentados por energia solar

Starcloud: empresa focada em iniciativas de IA no espaço atinge status de unicórnio
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  • Starcloud anunciou rodada de Série A de US$ 170 milhões, liderada por Benchmark e EQT Ventures, elevando a avaliação para US$ 1,1 bilhão em apenas 17 meses desde a participação no Y Combinator; o total captado desde a fundação, em janeiro de 2024, chega a US$ 200 milhões.
  • A empresa planeja construir data centers em órbita, alimentados por energia solar e refrigerados pelo espaço, para atender à demanda por infraestrutura de inteligência artificial avançada.
  • O Starcloud 1 foi lançado em novembro de 2025, com Nvidia H100, para treinar IA no espaço e rodar uma versão do Google Gemini; o Starcloud 2 está previsto para este ano, com chip Nvidia Blackwell e servidor da AWS a bordo.
  • O Starcloud 3 será uma nave de três toneladas e 200 kilowatts, capaz de operar com o sistema de lançamento do Starship, da SpaceX; o custo projetado é de US$ 0,05 por kilowatt-hora, dependente da redução de custos de lançamento para cerca de US$ 500 por kilogramo, esperada para 2028 ou 2029.
  • O mercado espacial também registra concorrência de SpaceX, Blue Origin e outras empresas; o CEO Philip Johnston afirma que a Starcloud pode superar as iniciativas de Musk, segundo entrevista ao TechCrunch.

A Starcloud, startup de Redmond, Washington, fechou uma rodada Série A de 170 milhões de dólares nesta segunda-feira, 30. O investimento é liderado por Benchmark e EQT Ventures. A empresa alcançou avaliação de 1,1 bilhão de dólares, 17 meses após sua apresentação no Y Combinator.

Com o aporte, a Starcloud soma 200 milhões de dólares captados desde a fundação, em janeiro de 2024. A companhia pretende construir data centers orbitais alimentados por energia solar e refrigerados pelo espaço, visando escapar de entraves regulatórios terrestres.

A estratégia mira suprir a crescente demanda por infraestrutura de IA avançada, que, segundo a empresa, está pressionando prazos para licenciamento e construção de centros de dados na Terra.

Dados e desenvolvimento dos satélites

A Starcloud lançou o Starcloud 1, em novembro de 2025, após projeto, construção e lançamento em 21 meses, com apenas 3 milhões de dólares de capital inicial. O satélite transportou uma GPU Nvidia H100 para treinar IA no espaço e rodar uma versão do Google Gemini.

O Starcloud 2 está previsto para este ano, com chip Nvidia Blackwell a bordo e servidor da AWS. O Starcloud 3 será uma nave de três toneladas e 200 kilowatts, capaz de operar a partir do lançamento do Starship, da SpaceX.

Competição e perspectivas

O fundador e CEO Philip Johnston sustenta que o Starcloud 3 poderá oferecer custo competitivo de até 0,05 dólar por kilowatt-hora. A empresa visa começar a aproveitar esse ponto com custos de lançamento do Starship estimados em 500 dólares por quilograma, entre 2028 e 2029.

A SpaceX figura como principal concorrente no espaço para centros de dados orbitais. A xAI, braço de IA de Elon Musk, pediu autorização para operar uma rede de até um milhão de satélites de computação distribuída, anunciada em 2026. A Blue Origin também tem planos semelhantes.

Johnston avalia que a Starcloud tem potencial para superar iniciativas de Musk. Em entrevista ao TechCrunch, ele disse que o foco da empresa é atender cargas de trabalho específicas e oferecer infraestrutura de energia, com possibilidade de serviços de nuvem eventualmente, mas sem previsões iniciais.

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