- Desde a primavera de dois mil e vinte e quatro, o uso de veículos terrestres não tripulados na guerra na Ucrânia cresceu drasticamente, tornando o conflito um duelo tecnológico.
- Os robôs terrestres atuam em logística, transporte de alimentos e munições, resgate de até três soldados feridos e tarefas de engenharia, como minas e arame farpado.
- A força de operações com robôs já representa a maior parte da logística do exército ucraniano (noventa por cento), com recorde de sete mil missões em janeiro.
- A região de Pokrovsk, no leste, tem recebido suprimentos por meio desses sistemas desde dezembro de dois mil e vinte e cinco, incluindo intervenções de resgate e apoio a posições.
- O Exército da Ucrânia afirma ter mais sistemas que a Rússia e busca ampliar a tecnologia de robôs terrestres para substituir parte do efetivo humano e acelerar operações de combate e logística.
O uso de veículos terrestres não tripulados (UGVs) tem crescido de forma exponencial desde 2024 na guerra entre Ucrânia e Rússia, transformando o conflito em um duelo tecnológico. Na prática, robôs terrestres alimentam operações logísticas, de reconhecimento e de combate, substituindo progressivamente o uso exclusivo de tropas.
Victor Pavlov, tenente do 3º corpo de exército ucraniano, apresentou a mais recente e versátil arma do país: um robô terrestre movido a bateria. Os veículos vêm em formatos variados, desde modelos com trilhos até rodas, incluindo unidades com minas anti-tanque.
Mudança estratégica na linha de frente
Desde o início de 2024, a presença de UGVs aumentou, com a guerra migrando para um cenário de robótica de combate. Pequenos, ágeis e operados a distância, eles chegam a locais de difícil acesso sem colocar soldados em risco imediato.
A Ucrânia tem desenvolvido uma ecossistema tecnológico intensivo, com engenheiros criando novos modelos e soldados na linha de frente fornecendo feedback imediato. Fabricantes ampliam a oferta, incluindo soluções anti-Shahed e drones marítimos.
Operações, logística e combate
Os robôs hoje respondem por grande parte da logística militar, respondendo por até 90% das atividades de suprimentos da artilharia e logística. Em janeiro, as forças ucranianas realizaram milhares de missões com UGVs, segundo autoridades militares.
Além de carregar suprimentos, os veículos podem construir abrigos, escavar, desminar, colocar arame farpado e rebocar veículos danificados. Em combate, têm sido equipados com metralhadoras controladas à distância e granadas.
Pokrovsk e avanços táticos
Desde dezembro de 2025, robôs têm levado, em segurança relativa, provisões a unidades no entorno de Pokrovsk, cidade leste de forte combate. Um piloto descreveu o momento de surpresa com o uso do equipamento moderno diante de estruturas destruídas.
O lado ucraniano afirma ter vantagem tecnológica na área de robôs terrestres. Segundo Pavlov, há mais sistemas disponíveis do que na Rússia, e a prioridade é ampliar a escala de uso.
Contexto mais amplo
O conflito já está em seu quinto ano, com a Rússia mantendo ocupação em parte do território ucraniano. Líderes europeus e norte-americanos destacam a evolução tecnológica do campo de batalha, com reflexos para táticas de defesa e interceptação de mísseis.
O ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, elogiou a rápida expansão das operações remotas com robôs, destacando que, hoje, robôs entram em áreas de alto risco para entregar munições, manter logística e evacuar feridos.
Perspectivas e próximos passos
Autoridades ucranianas afirmam que o foco é ampliar o emprego de sistemas terrestres sem tripulação, para reduzir risco humano e aumentar a eficiência operacional. A evolução tecnológica é apresentada como parte central da estratégia de defesa do país.
Entre na conversa da comunidade