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IA é transformação do humano, não apenas tecnologia, diz Priscyla Laham

Microsoft Brasil aposta na Frontier Transformation para transformar operações com IA, destacando adaptação humana e meta de capacitar 5 milhões de brasileiros até 2027

Priscyla Laham, Presidente da Microsoft no Brasil
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  • Cerca de 72% dos usuários de IA no Brasil afirmam que, há um ano, não conseguiria fazer o que produzem hoje, segundo estudo Work Trend Index da Microsoft.
  • A Microsoft apresenta o conceito Frontier Transformation (transformação de ponta) para elevar a experiência corporativa com IA e orientar a implementação nas empresas.
  • Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil, destacou que a IA é habilitadora de transformação, não o resultado final, e que a adaptação humana é essencial para aproveitar as inovações sem reduzir empregos.
  • O GitHub Copilot CLI foi citado como exemplo de uso de IA com contexto amplo, exigindo capacidade de análise de dados e integração com ferramentas da empresa.
  • A Microsoft prevê investimentos de R$ 14,7 bilhões em infraestrutura de nuvem e IA no Brasil até 2027 e quer capacitar 5 milhões de brasileiros em habilidades de IA no mesmo período.

Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil, participou do StartSe, em São Paulo, para falar sobre a transformação pela IA e apresentar planos da empresa para o país. Ela destacou que a IA é uma habilitadora de transformação, não o objetivo final, e que a operação precisa estar alinhada aos objetivos de negócio.

Durante a palestra, Laham apresentou o conceito de Frontier Transformation, ou transformação de ponta, como forma de elevar a experiência corporativa com IA. Ela enfatizou a necessidade de adaptação humana, sem substituir a mão de obra, e apontou que novas funções devem surgir com a automatização de atividades.

Cerca de 72% dos usuários de IA no Brasil afirmam que não poderiam produzir o que produzem hoje sem a tecnologia, segundo o Work Trend Index da Microsoft. A executiva mostrou que a tecnologia pode ampliar capacidades, desde que haja governança, dados bem conectados e cultura organizacional alinhada.

GitHub Copilot CLI foi citado como exemplo de uso de IA no cotidiano corporativo. A ferramenta opera com contexto ampliado, integrando chats, chamadas, e-mails e compartilhamentos. Contudo, exige treinamento para que o agregado de dados gere valor para a empresa.

A adoção da IA pela Microsoft passa por três fases: assistência, inclusão de agentes pontuais e execução autônoma liderada por humanos. Em seguida, a executiva detalhou pilares para a transformação efetiva do negócio: força de trabalho, relação com clientes, aceleração da inovação, governança e segurança.

Força de trabalho

Quase toda a inteligência de negócio depende de pessoas. A prioridade é enriquecer a experiência dos funcionários, facilitar acesso a ferramentas e promover mudança cultural para decisões rápidas.

Relação com clientes

No ambiente de IA, clientes esperam novas possibilidades. Em e-commerce, a mudança na relação com o cliente passa pelo envolvimento humano nos processos de negócio.

Acelerar a curva de inovação

A Microsoft destaca que cerca de 40% do software é desenvolvido por agentes. A prioridade é realocar recursos para acelerar a entrega de novos recursos, sem reduzir pessoas.

Governança e fluidez

É essencial que IT e áreas de negócio trabalhem juntas. A governança precisa ser interoperável e aberta, com estruturas flexíveis que se montam e desmontam conforme a necessidade.

Segurança

A segurança permeia todas as ações. Representa a principal moeda para assegurar confiança, principalmente em um momento de transformação tecnológica e social.

Plano para o Brasil

A Microsoft confirmou dois compromissos estratégicos no Brasil: investir R$ 14,7 bilhões em infraestrutura de nuvem e IA até 2027, e capacitar 5 milhões de brasileiros em habilidades de IA no mesmo período. A presidente finalizou destacando a visão de tornar o Brasil mais competitivo por meio da tecnologia.

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