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Google lança modelo de IA capaz de transformar qualquer entrada em saída

Omni, novo modelo de IA de Google, gera vídeos com alta fidelidade a partir de inputs, elevando preocupações sobre deepfakes e custos de uso

Just a stuffed deer having the time of his life.
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  • Google lançou a família de modelos generativos Omni, começando pela versão Omni Flash, que gera vídeos a partir de entrada de imagem, vídeo ou texto e pode manter personagens consistentes ao longo das cenas, disponível na plataforma Flow.
  • Em testes, a autora deepfakeou o brinquedo de pelúcia do filho, Buddy, para simular férias, avaliando a diferença entre diversão com IA e usos mais invasivos.
  • Omni aceita prompts textuais para editar vídeos existentes, e, em comparação com a versão Veo, apresentou melhorias na incorporação de informações do mundo real, embora nem tudo saia perfeito.
  • Os resultados continuam variados: algumas criações ficaram mais fiéis ao prompt, mas ainda surgem falhas perceptíveis, como mudanças de orientação durante cenas de pular de paraquedas ou objetos que aparecem/ sumem de forma inconsistente.
  • Gerar vídeos envolve créditos, variando de quinze a quarenta créditos por cena, com quarenta créditos para cada rodada de edições; planos pagos, como o AI Pro de vinte dólares por mês, oferecem crédito mensal que pode se esgotar após várias criações.

O Google anunciou Omni, a nova família de modelos generativos da linha Gemini, capaz de transformar inputs como foto, vídeo e texto em novas imagens ou clipes. Em Flow, a plataforma de geração e edição de vídeos, Omni já substitui Veo em parte das funções.

A experiência descrita envolve um usuário que testou a ferramenta em vídeos. O objetivo foi avaliar a capacidade de manter consistência de personagens, realismo e aplicação de prompts de texto para editar cenas já gravadas. A ideia era comparar os resultados com Veo.

Omni permite enviar um vídeo e combiná-lo a um prompt textual para gerar criações. A empresa afirma que o modelo possui maior conhecimento de mundo real e melhor consistência de personagens ao longo do material. Resultados, porém, variam conforme o conteúdo.

Desempenho e custos

Os clipes gerados consomem créditos, com valores variados conforme duração e elementos usados. Um ciclo de edições pode chegar a 40 créditos. Planos pagos permitem abatimento mensal, mas o saldo pode cair rapidamente com várias alterações.

Em testes, houve melhorias em relação a Veo, com maior fidelidade às instruções textuais. Ainda assim, algumas falhas aparecem, como mudanças de orientação ao realizar cenas de salto e elementos que aparecem ou somem sem justificativa.

O autor também testou deepfakes com vídeos próprios. Em uma sequência, apareceu uma pessoa ao fundo e detalhes artificiais no áudio. Apesar disso, clips pareceram convincentes para terceiros sem conhecimento prévio, o que reforça o desafio ético de uso de IA em vídeo.

Implicações e considerações

A reportagem destaca que, mesmo com avanços, o nível de realismo ainda revela pistas de geração artificial. A experiência mostra que ferramentas como Omni podem ampliar a possibilidade de criar conteúdos enganosos com pouco esforço, o que reforça a necessidade de uso responsável e de verificação de fatos.

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