- Pax, startup paulista de IA voltada a auxiliar a polícia, busca expansão no Brasil após captar US$ 40 milhões de investidores do Vale do Silício.
- O software analisa imagens de câmeras, rastreia pessoas e veículos, reconstrói trajetos e cruza ocorrências, tudo com dados brasileiros para uso em campo.
- A empresa opera em mais de trinta cidades de três estados do Centro-Sul, com cerca de sessenta funcionários.
- Em Luziânia, Goiás, com mais de cem câmeras conectadas, a plataforma contribuiu para queda de 27% na criminalidade em seis meses e aumento de 59% na percepção de segurança entre moradores.
- O cofundador afirmou que o sistema funciona como “ChatGPT para a polícia”; o governo federal anunciou recentemente o uso de verbas para combater o crime, enquanto Goiás já utiliza tecnologia de IA no policiamento.
A Pax, startup brasileira de inteligência artificial, atraiu capital americano para ampliar sua atuação no Brasil. A empresa oferece ferramentas que ajudam a polícia a investigar crimes urbanos por meio de IA. O lançamento ocorreu em abril de 2025, e já mira expansão acelerada.
Os recursos captados somam US$ 40 milhões, em uma rodada liderada pela Greenoaks Capital Partners e pela Benchmark Capital Advisors, firmas do Vale do Silício que já apoiaram empresas como Anthropic, Stripe e Uber.
A tecnologia da Pax analisa imagens de câmeras de vigilância, identifica pessoas e veículos, reconstrói trajetos e aponta pistas em minutos. Investigadores podem inserir dados simples sobre o crime para pesquisar imagens, mapear deslocamentos e cruzar ocorrências.
Segundo o cofundador David Peixoto, a plataforma funciona como um ChatGPT para a polícia, oferecendo interação simplificada com o sistema. A Pax atua discretamente e já opera em mais de 30 cidades de três estados do Centro-Sul.
A empresa tem cerca de 60 funcionários, a maioria engenheiros dedicados ao desenvolvimento da IA. Partes do sistema utilizam modelos públicos, complementados por camadas proprietárias e treinamento com dados brasileiros para detalhamento técnico necessário em campo.
Luziânia, Goiás: piloto e resultados iniciais
A Pax implantou a tecnologia em Luziânia, onde mais de 100 câmeras alimentam a plataforma. Em seis meses, houve queda de 27% na criminalidade registrada, segundo dados da empresa, e pesquisa interna aponta aumento de 59% na percepção de segurança entre moradores.
Geyson Borba, coronel da Polícia Militar de Goiás, destacou que a plataforma ajudou a identificar suspeitos de homicídio em poucas horas ao rastrear a rota de um veículo visto na cena do crime, identificar o proprietário e localizar suspeitos em residência.
O tema de segurança pública é central no debate político, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciando no início do mês um programa de R$ 11 bilhões para combater o crime organizado, reduzir o tráfico de armas e enfraquecer finanças criminosas.
Goiás já utiliza ferramentas de policiamento com IA em operações, com o objetivo de demonstrar controle da segurança pública aos eleitores. O estado é hoje palco de uso de tecnologia para apoio operacional.
Os fundadores da Pax são profissionais com passagem por grandes empresas de tecnologia no Brasil, como Arco Educação, Nubank e projetos de criptomoeda. A equipe reúne executivos brasileiros com experiência em IA, educação financeira e inovação digital.
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