- O ministro da Defesa, José Múcio, chamou de intromissão a designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos e disse que o Brasil deve cuidar de seus problemas internamente.
- O comentário foi feito durante a cerimônia de apresentação do primeiro Gripen F à Força Aérea Brasileira, em Linköping, na Suécia.
- O governo brasileiro publicou nota reafirmando a soberania nacional e dizendo que o terrorismo dessas organizações não pode ser confundido com ações ideológicas de terrorismo internacional.
- O Escritório Comercial dos Estados Unidos propôs tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301, após investigação iniciada em julho de dois mil e vinte e cinco.
- O Gripen F faz parte de contrato de dois mil e onze para vinte e oito Gripen E e oito Gripen F, com 11 aeronaves já recebidas pela FAB e recebimento sujeito a testes na Saab.
O ministro da Defesa, José Múcio, classificou de intromissão a designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A fala ocorreu durante a cerimônia de apresentação do primeiro Gripen F à FAB, na Suécia, nesta terça-feira. O objetivo foi apontar que a decisão estrangeira não altera a soberania brasileira.
O governo brasileiro publicou, na semana passada, uma nota defendendo a soberania nacional. O Planalto disse que o terrorismo promovido por essas organizações atua no tráfico de drogas e armas e não se confunde com ações ideológicas do terrorismo internacional.
Múcio reforçou que a interferência externa é prejudicial e afirmou que o combate ao crime organizado deve ocorrer internamente. Ele destacou a necessidade de enfrentar o problema dentro do Brasil, mantendo a soberania como prioridade.
Tarifa e reação
O Escritório Comercial dos EUA (USTR) propôs tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi publicada ontem e se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A investigação foi aberta em julho de 2025 por ordem de Trump.
Segundo o USTR, houve atos, políticas e práticas brasileiras desarrazoadas ou discriminatórias que oneram o comércio americano. O governo brasileiro ainda não anunciou medidas retaliatórias, mantendo o tom de defesa da soberania.
Gripen F é apresentado à FAB
Em Linköping, na Suécia, ocorreu a cerimônia de apresentação do Gripen F à Força Aérea Brasileira. O evento, nas instalações da Saab, marca etapa do acordo de 2014 para 36 aeronaves: 28 Gripen E e 8 Gripen F.
O Gripen F é a versão biposto do Gripen E, com cockpit duplo para treino. A segunda cabine permite acompanhamento do instrutor em missões reais. A FAB recebeu 11 aeronaves desde 2020, com entregas ainda em curso.
Brasil participou ativamente do desenvolvimento da variante biposto, recebendo transferência de tecnologia. O país participou como cliente lançador, contribuindo para capacitar engenheiros e técnicos nacionais.
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