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Acadêmico de Sydney usa IA para artigo no SMH sobre evitar atalhos tecnológicos

Jornal remove peça de professora após uso de IA; universidade sustenta uso apropriado, editor admite falha de divulgação

A spokesperson for Western Sydney University said Cath Ellis ‘uploaded 40,000 words of her own original materials into a Copilot Large Language Model’ to form the basis of early drafts for her Sydney Morning Herald piece.
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  • A professora Cath Ellis, da Western Sydney University, usou IA para escrever uma peça de opinião publicada no Sydney Morning Herald, em resposta a um artigo de Kylie Moore‑Gilbert.
  • O texto, que defendia que os alunos não devem terceirizar o estudo para IA, foi posteriormente considerado pela redação como aceitável apenas para pesquisa inicial, não para publicação.
  • O Sydney Morning Herald retirou o artigo do ar, dizendo que o conteúdo não atendia às diretrizes editoriais e classificou a peça como inaceitável.
  • A universidade informou que Ellis carregou cerca de 40 mil palavras de materiais originais em um modelo de linguagem, que gerou os esboços e prompts usados na redação.
  • Segundo o editor do jornal, o uso da IA não foi informado a tempo, e a equipe está investigando o caso.

O Sydney Morning Herald removeu um texto de opinião escrito com IA, após a tentativa de fundamentar o uso dessa tecnologia. A autora é a professora Cath Ellis, da Western Sydney University, que defendeu que alunos devem estudar de forma tradicional sem terceirizar o raciocínio.

A universidade afirmou que Ellis usou IA para redigir a peça, descrevendo o processo como adequado. Segundo o porta-voz, Ellis enviou cerca de 40 mil palavras de material original para um modelo de linguagem, que gerou rascunhos que expressavam suas ideias de longa data.

O texto foi submetido ao detector de IA Pangram e apontou 100% de geração pela máquina. O artigo não trazia menção ao uso de IA, apesar de a prática ter sido adotada na construção do conteúdo inicial.

Remoção e explicações oficiais

O editor do jornal informou que a peça não cumpria as diretrizes editoriais do grupo Nine, que permitem IA apenas para pesquisa inicial e geração de ideias, não para a redação de peças para publicação. O Herald declarou que a peça foi retirada por não ter sido informada sobre o uso da IA.

A universidade comunicou que a avaliação sobre o uso de IA é complexa e que o método utilizado pela professora demonstra uma aplicação avançada da tecnologia. O caso ganhou repercussão ao lado de debates sobre IA na educação e na mídia.

A direção do Herald afirmou que vai investigar o episódio para esclarecer como ocorreu a publicação e quais procedimentos devem ser adotados em situações semelhantes. Em março, outros casos envolvendo IA geraram questionamentos sobre transparência na imprensa.

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