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Startup planeja instalar centros de dados no mar

Panthalassa planeja data centers flutuantes no oceano, gerando energia das ondas e refrigeração marinha, com custo potencialmente inferior aos orbitalizados pela SpaceX

Panthalassa
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  • A startup Panthalassa planeja flutuar data centers no oceano, gerando energia a partir das ondas e refrigerando com água do mar, visando reduzir custos em relação aos centros de dados terrestres e orbitais.
  • O protótipo Ocean-2, testado na costa do estado de Washington, é uma torre de aço de 70 metros submersa, com cabeça flutuante, capaz de gerar até um megawatt de eletricidade contínua.
  • A empresa pretende colocar unidades comerciais em operação em 2027, com chips e hardware de IA a bordo e transmissão de dados por satélite.
  • A Panthalassa recebeu cerca de US$ 140 milhões em uma rodada Série B, com apoio de Peter Thiel, entre outros investidores do Vale do Silício.
  • Os planos incluem instalar centenas, e eventualmente milhares, de boias de data center flutuantes entre o polo sul e a costa sul-americana e africana, aproveitando ondas constantes e reduzindo uso de energia e emissões.

A Panthalassa, startup de Portland, Oregon, planeja instalar data centers flutuantes no oceano, gerando energia a partir das ondas e usando a água fria para refrigeração. A aposta surge como alternativa aos data centers terrestres e ao conceito orbital defendido por Elon Musk.

A projeção é que as unidades comerciais entrem em operação em 2027. O objetivo é reduzir custos de energia e evitar impactos locais de grandes centros de processamento. A empresa já captou financiamento expressivo para acelerar o desenvolvimento.

Panorama do projeto e motivação

A Panthalassa desenvolve o protótipo Ocean-2, testar na costa de Washington desde o ano passado. A unidade é uma torre de aço submersa com cabeça flutuante, capaz de gerar até 1 megawatt continua. O plano é ampliar para centenas de boias no oceano aberto.

A empresa afirma que a refrigeração por água do mar reduz a necessidade de sistemas complexos de resfriamento. O fundador e CEO Garth Sheldon-Coulson lê a iniciativa como forma de evitar custos elevados e conflitos de uso de terra. A equipe inclui o cofundador Brian Moffatt e o engenheiro-chefe Daniel Place, ex-SpaceX.

Custos, comparação e impactos

Segundo a Panthalassa, o custo por kilowatt-hora fica próximo de 2 centavos, com alta disponibilidade de operação superior a 90%. A expectativa é manter a operação autônoma, longe de rotas de navegação e sem depender de infraestrutura terrestre. Os planos previsíveis visam diferentes usos locais de IA e, no futuro, produção de hidrogênio verde a partir da dessalinização.

O é tema de debate entre especialistas: históricos pilotos submarinos e projetos anteriores não atingiram viabilidade comercial de longo prazo. A empresa sustenta que operar no mar profundo oferece recursos de energia muito maiores do que em áreas costeiras. A comparação direta com os satélites de Elon Musk não foi realizada pela Panthalassa.

Perspectivas e riscos

A visão é ambiciosa: implantar milhares de boias entre o Polo Sul, a América do Sul e a África, explorando ondas constantes e reduzindo a dependência de energia terrestre. A ideia envolve riscos técnicos e ambientais, com a Antártida apresentando condições particularmente desafiadoras. A avaliação de viabilidade permanece em fase de desenvolvimento.

A reportagem original destacou ainda o histórico de investimentos do setor e a participação de grandes nomes do Vale do Silício, incluindo Peter Thiel e Marc Benioff, que apoiaram a rodada de financiamento da Panthalassa.

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