- A Agência Europeia de Cibersegurança (Enisa) vai se reunir com a Anthropic em São Francisco, na quinta-feira, a convite da empresa brasileira de IA, segundo um porta-voz da Comissão Europeia.
- O encontro ocorre após a Anthropic ter sido obrigada pelo governo dos Estados Unidos a restringir o acesso a modelos de IA, incluindo Claude Fable 5 e Claude Mythos 5, para estrangeiros.
- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que é interesse mútuo que UE e EUA usem os melhores modelos de IA, reforçando a cooperação entre as duas partes.
- A restrição aos modelos pode impactar os planos da Anthropic de uma oferta pública inicial de ações, avaliada em torno de US$ 1 trilhão, gerando preocupações de regulação e competitividade.
- No Reino Unido, executiva do Google Cloud afirmou que a IA atingiu um ponto de inflexão, com adoção em produção ganhando impulso e reforçando a posição de Londres como polo de IA.
A Agência Europeia de Cibersegurança (Enisa) vai realizar uma reunião com a Anthropic, empresa americana de IA, a pedido da própria Anthropic. O encontro deve ocorrer nesta quinta-feira, em São Francisco, nos Estados Unidos. A reunião foi marcada antes da restrição de acesso aos modelos mais avançados da Anthropic.
Segundo a Comissão Europeia, a reunião terá como objetivo tratar de questões ligadas à segurança e ao uso responsável da IA, com a presença de representantes da Enisa e da Anthropic. O convite para o encontro partiu da empresa, dona do modelo Claude. A data já estava definida previamente.
O diálogo ocorre em meio a tensões entre EUA e UE sobre tecnologias de IA. A decisão de bloquear parte dos modelos Claude Fable 5 e Claude Mythos 5 para usuários estrangeiros foi anunciada pela Anthropic após ordem de autoridades norte-americanas, citando segurança nacional.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que é do interesse mútuo que UE e EUA utilizem os melhores modelos de IA, desde que haja segurança para cidadãos e empresas. O chanceler alemão, Friedrich Merz, ressaltou a necessidade de atualização tecnológica na Europa.
A Anthropic informou que o bloqueio é temporário e visa cumprir a ordem governamental. A empresa também indicou que a restrição pode impactar planos de uma possível oferta pública inicial (IPO) avaliando em até US$ 1 trilhão. Investidores acompanham o desenrolar regulatório.
Em 2026, negociações com militares e serviços de inteligência dos EUA já haviam falhado, aumentando a pressão sobre a empresa. A notícia sobre a reunião na UE surge em meio a este contexto de tensão entre políticas de regulação e inovação tecnológica.
Inteligência artificial atinge ponto de inflexão no Reino Unido
A adoção de IA no Reino Unido estaria em um ponto de inflexão, com empresas passando da experimentação à implementação em larga escala. Executivos de tecnologia afirmaram que projetos já geram resultados e ganhos de produtividade.
Maureen Costello, vice-presidente do Google Cloud para o Reino Unido, Irlanda e África Subsaariana, disse à Reuters que organizações já colocam IA em produção e obtêm retornos reais. O setor público também acelera decisões com IA.
Segundo Costello, Londres busca manter a liderança europeia em IA, apoiada por instituições como o Google DeepMind. Ela destacou que a adoção mais ampla pode beneficiar empresas menores, aumentando a produtividade em até 20%.
A executiva destacou que o ritmo de adoção depende de capacitação, liderança engajada e confiança, especialmente sobre segurança e soberania de dados. Ela reforçou que a tecnologia precisa de pessoas que a apliquem no dia a dia das organizações.
Dados da Google indicam que a IA pode ampliar ganhos de produtividade e gerar benefícios significativos para diversos setores, do varejo ao governo. Costello ressaltou a importância de políticas públicas que favoreçam a formação de talentos na área.
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