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10 Tecnologias Emergentes que Podem Transformar Energia, Saúde, IA e Segurança

A descentralização impulsiona tecnologias que aproximam energia, saúde, produção e infraestrutura, prometendo eficiência, mas exige investimento e regulação

Tecnologias apontam para uma tendência: usar os recursos que estão mais próximos
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  • O Fórum Econômico Mundial aponta dez tecnologias emergentes com potencial de impacto até 2031, guiadas pela descentralização e maior eficiência no uso de recursos.
  • Entre elas estão energia tudo-para-a-rede, extração direta de lítio, materiais de resfriamento passivo, destruição de PFAS, fermentação de precisão, exossomos, vacinas personalizadas de mRNA contra câncer, simulação quântica para fármacos, world models e criptografia baseada em redes.
  • Energia tudo-para-a-rede permite que prédios, veículos elétricos e data centers armazenem ou devolvam energia à rede, exigindo baterias mais baratas, gestão em tempo real e novos modelos de remuneração.
  • A extração direta de lítio pode encurtar cadeias produtivas, aproximando extração e refino e abrindo novas fontes de produção, com maior velocidade e eficiência.
  • A adoção dessas tecnologias depende de investimento, regulação, infraestrutura, padrões técnicos, confiança pública e capacidade de execução, com risco de concentração de benefícios em países, empresas e grupos com mais capital e acesso a infraestrutura.

A pesquisa do Fórum Econômico Mundial aponta que a próxima onda de inovação não depende apenas de IA generativa. As tecnologias que devem transformar energia, saúde, produção e infraestrutura combinam redes distribuídas, biotecnologia, novos materiais, computação quântica e IA aplicada ao mundo físico.

O estudo Top 10 Emerging Technologies of 2026, realizado em parceria com Frontiers, identifica soluções que passam de promessas de laboratório para aplicações em escala industrial e social. O foco é tornar sistemas mais descentralizados, eficientes e personalizados, com riscos de concentração em alguns polos de desenvolvimento.

Apesar do potencial, a adesão depende de investimento, regulação e infraestrutura. Há ainda o desafio de assegurar padrões técnicos, confiança pública e capacidade de execução, evitando que benefícios fiquem restritos a poucos players.

Energia “tudo-para-a-rede”: prédios, carros e data centers na rede

ativos que hoje consomem, também podem armazenar e devolver energia, diminuindo demanda.

Carros elétricos, baterias residenciais, edifícios e data centers atuam como pontos de apoio à rede.

O mercado pode ver a energia como ativo, reduzindo custos e estabilizando o sistema.

Coordenação, baterias mais baratas, gestão em tempo real e regras de remuneração são essenciais.

Distribuidoras podem evoluir para gestoras de redes de ativos distribuídos.

Extração direta de lítio (DLE): cadeias de produção mais próximas

A DLE retira lítio de salmouras em horas, não meses, reduzindo consumo de água.

Pode ampliar fontes com fluidos geotérmicos, águas residuais e reciclagem de baterias.

A promessa é encurtar cadeias, aproximando extração e refino, fortalecendo novos polos.

Desafios incluem escalabilidade, custos, água, subsolo e resíduos; requer investimentos para plantas integradas.

Materiais de resfriamento passivo: ar-condicionado sem energia

Revestimentos refletem radiação solar e emitem calor para o espaço, mantendo superfícies frias.

Aplicações vão de telhados a fachadas, tecidos industriais e infraestrutura elétrica.

Reduzem demanda de energia, com ganhos para imóveis e operações industriais.

A adoção depende de durabilidade, normas técnicas e integração a códigos de construção; pode deixar de ser solução premium.

Destruição de PFAS: eliminando os “químicos eternos”

PFAS são substâncias resistentes que persistem no ambiente.

Tratamentos convencionais movem o problema, não solucionam de forma definitiva.

Novas abordagens visam quebrar ligações químicas, com uso de água supercrítica, eletrodo e fotocatálise.

Benefícios para indústria, saneamento, mineração, aeroportos e governos locais; contratos baseados em desempenho ganham espaço.

Desafios: provar a destruição completa em escala e estabelecer responsabilidades legais.

Fermentação de precisão: microrganismos como fábricas

Microrganismos produzem moléculas específicas em tanques industriais.

Pode gerar proteínas sem gado, ingredientes farmacêuticos e componentes químicos.

Reduz dependência de recursos tradicionais e aumenta previsibilidade de produção.

Questões regulatórias, rotulagem, propriedade intelectual e investimento em bioreatores são entraves.

Exossomos: veículos naturais de entrega de medicamentos

Exossomos transportam proteínas e RNA com menor rejeição imune.

Podem alcançar tecidos difíceis de atingir por terapias convencionais.

Potencial em câncer, doenças neurológicas e tratamentos genéticos.

Desafios incluem fabricação em escala, padronização, pureza e regulação; ainda em estágio inicial.

Vacinas de mRNA personalizadas contra câncer

Vacinas sob medida para mutações de cada tumor usam mRNA para treinar o sistema imune.

O objetivo é reduzir recorrência após tratamento, combinando com imunoterapia.

Acesso e custo são grandes preocupações, exigindo novas cadeias logísticas e regulações.

A personalização transforma modelos da indústria farmacêutica, que hoje foca em medicamentos padronizados.

Simulação quântica na descoberta de fármacos

Computação quântica modela interações moleculares com maior precisão.

Pode reduzir etapas de pesquisa, descartando candidatos pouco promissores.

Beneficia doenças raras ao ampliar opções de alvos e compostos com potencial.

Ainda depende de hardware tolerante a falhas; soluções híbridas clássicas-quânticas devem prevalecer no curto prazo.

World models: IA que entende o mundo físico

Modelos que combinam dados de sensores, imagens, clima e linguagem para interpretar o ambiente.

Aplicam-se em robótica, logística, manufatura e infraestrutura, permitindo decisões mais ativas.

Risco: erros de interpretação podem gerar impactos reais; exige governança e auditoria.

Adoção requer validação rigorosa e responsabilidade clara.

Criptografia baseada em redes: proteção pós-quântica

Criptografia lattice oferece defesa contra ataques de computadores quânticos.

Permite ainda análise de dados criptografados sem expor conteúdo, útil para saúde, finanças e IA.

Migração envolve mapear usos, atualizar sistemas e estabelecer padrões, especialmente em infraestruturas legadas.

Bancos, hospitais e governos se preparam para a transição, com o objetivo de manter a segurança de dados sensíveis.

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