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China supera EUA e conquista o supercomputador mais potente

China assume liderança do ranking TOP500 com LineShine, máquina de 2,2 exaflops construída integralmente com processadores nacionais

Supercomputadores: China avança no desenvolvimento da tecnologia (MIT Technology Review)
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  • A China passou a ter o supercomputador mais potente do mundo, com o LineShine assumindo a liderança do ranking TOP500 pela primeira vez desde 2017, divulgado durante a ISC, em Hamburgo.
  • O LineShine atingiu 2,2 exaflops de capacidade de processamento e foi construído integralmente com processadores projetados na China.
  • A máquina está no Centro Nacional de Supercomputação de Shenzhen, no sul da China, e não utiliza chips avançados específicos para IA.
  • Especialistas alertam que a liderança no TOP500 não significa o computador mais rápido em aplicações de IA, já que o ranking mede cálculos científicos.
  • Mesmo com a liderança, os Estados Unidos permanecem com presença forte, ocupando três das quatro primeiras posições; El Capitan segue no topo do ranking anterior até ser superado.

A China assumiu a liderança do ranking TOP500 de supercomputadores pela primeira vez desde 2017, com o sistema LineShine. O anúncio ocorreu durante a ISC, conferência internacional em Hamburgo, na Alemanha, na segunda-feira, 22. A máquina superou o El Capitan, do Departamento de Energia dos EUA, que ocupava o posto de maior desempenho. A mudança encerra uma década de domínio americano.

O LineShine está instalado no Centro Nacional de Supercomputação de Shenzhen, no sul da China. A máquina alcançou 2,2 exaflops de capacidade de processamento, medida que indica a quantidade de cálculos por segundo. Um diferencial é o uso exclusivo de processadores desenvolvidos na China, sem chips fabricados no exterior.

Segundo a AFP, a liderança ocorre em um momento de acirramento da disputa tecnológica entre China e EUA, com foco em semicondutores e computação de alto desempenho. A Huawei já havia divulgado avanços em chips proprietários, reforçando a aposta nacional.

Ranking não equivale, porém, a liderança em inteligência artificial. Especialistas ouvidos pela Reuters destacam que o TOP500 mede cálculos científicos, não carga típica de IA. Em testes simulando IA, o LineShine ficou em quarto lugar, segundo especialistas.

Os EUA mantêm presença expressiva entre os primeiros da lista. Três das quatro primeiras posições ainda são ocupadas por sistemas norte-americanos, com El Capitan no Laboratório Nacional Lawrence Livermore. O quinto posto ficou com o sistema alemão Jupiter Booster.

Linhas de desenvolvimento e contexto

A divulgação ressalta que o LineShine não utiliza chips específicos para IA, possivelmente por restrições de exportação. A China vem mostrando avanços em tecnologias próprias após restrições norte-americanas nos últimos anos.

Implicações estratégicas

Analistas apontam que a vitória no TOP500 demonstra capacidade de desenvolvimento de infraestrutura de computação de alto desempenho no país. A liderança reforça a narrativa de autonomia tecnológica chinesa em áreas críticas.

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