- Brasil e Interpol anunciam a criação de um grupo de combate às organizações criminosas na América do Sul, com foco especial no tráfico internacional de drogas.
- O grupo será coordenado e financiado pelo Brasil, por meio da Polícia Federal e do Ministério.
- A sede ficará em Buenos Aires, Argentina, onde fica o escritório regional da Interpol.
- A seleção dos policiais deve ocorrer em março, com início das atividades previsto para maio.
- O objetivo é atuar como força integrada regional, usando bases de dados nacionais e da Interpol para prender lideranças do crime organizado e apreender bens.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil e a Interpol anunciaram a criação de uma força integrada sul-americana voltada ao combate ao tráfico internacional de drogas. O grupo terá atuação exclusiva na América do Sul e será coordenado e financiado pelo Brasil, por meio da Polícia Federal e do ministério.
A sede ficará em Buenos Aires, no escritório regional da Interpol. Waldecy Urquiza, secretário-geral da Interpol, afirmou que a força atuará como uma rede regional, com policiais de todos os países da região recrutados pela agência.
Esses profissionais devem ser selecionados em março, com o início das operações previsto para maio. As investigações deverão usar bases de dados nacionais e da Interpol para apoiar ações transnacionais que visem lideranças do crime organizado e ativos vinculados.
Composição e funcionamento
O ministro da Justiça, Wellington da Silva, explicou que o modelo segue o exemplo das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco) já existentes no Brasil, que reúnem PF, PRF, sistemas penais estaduais e forças policiais dos estados.
Segundo ele, a cooperação internacional é essencial para enfrentar organizações criminosas com atuação multijurisdicional. O governo não informou o tamanho da equipe nem o montante de investimento para o grupo.
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