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PF investiga possível crime em contratação de influenciadores para atacar o BC

PF abre inquérito para apurar contratação de influenciadores para atacar o Banco Central; ao menos quarenta e seis perfis atuaram e pagamentos são foco da investigação

Polícia Federal. Foto: Rafa Neddermeyer
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  • A Polícia Federal abriu inquérito sigiloso para apurar contratação de influenciadores para produzir conteúdos contra o Banco Central, com possível pagamento aos envolvidos.
  • O caso envolve o Banco Master, liquidado em novembro de 2025, horas antes alvo de operação da PF.
  • A investigação tramita na Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, e foi alimentar pela imprensa após relatos veiculados pelo jornal O Globo.
  • Pelo menos 46 perfis teriam atuado no bombardeio digital contra o BC, com boa parte das contas sem vínculo com temas econômicos.
  • Entre os alvos das publicações estavam Renato Gomes, ex-diretor de organização do sistema financeiro e de resolução do BC, o presidente do Master, Gabriel Galípolo, e o diretor de Fiscalização, Aílton de Aquino; a PF busca apurar pagamentos e quem mandou as postagens.

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar a possível contratação de influenciadores para atacar o Banco Central. A investigação envolve o Banco Master, que havia sido liquidado pelo BC. A informação foi divulgada pela CNN Brasil e confirmada pela CartaCapital.

Segundo apuração inicial, os influenciadores teriam sido contratados por intermediários do Master, banco comandado por Daniel Vorcaro, liquidado em novembro de 2025, horas antes de ser alvo de uma operação da PF. O inquérito tramita sob sigilo.

A PF, ao avaliar os relatos, encaminhou o caso para a Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, conforme dados obtidos pela CartaCapital. As suspeitas já estavam em análise desde antes, com relatos divulgados pelo jornal O Globo.

A Federação Brasileira de Bancos informou ter identificado um volume atípico de publicações ligadas à liquidação do Master, o que motivou o monitoramento. A apuração também se conecta ao contexto da venda do Master ao Banco de Brasília, analisada pelo BC.

Pelo menos 46 perfis teriam atuado no bombardeio digital contra o BC, com contas em grande parte alheias a temas econômicos. Entre os alvos estavam Renato Gomes, ex-diretor de organização do sistema financeiro e de resolução do BC, o presidente do Master, Gabriel Galípolo, e o diretor de Fiscalização, Aílton de Aquino.

Após avaliação inicial, a PF concluiu que existem indícios de possíveis crimes e decidiu pela abertura do inquérito. O foco da apuração é o eventual pagamento aos influenciadores e a identificação de quem ordenou as publicações.

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