- Benedetto “Nitto” Santapaola, líder da Cosa Nostra, morreu aos 87 anos em uma prisão de Milão, onde cumpria várias penas de prisão perpeta. Foi solicitado exame de autópsia.
- Considerado um dos mais perigosos mafiosos da história, com base em Catania, controlava grande parte do leste da Sicily e teve alianças com Totò Riina e Bernardo Provenzano.
- Entre as atrocidades atribuídas a ele está o atentado de Capaci, em maio de 1992, que tirou a vida do promotor Giovanni Falcone, de sua esposa Francesca Morvillo e de três agentes.
- Após mais de uma década fugido, foi preso em 1993 em uma fazenda fora de Catania, junto com a esposa Carmela Minniti, morta em 1995 por vingança.
- Em 2003, Santapaola foi condenado pelo assassinato do jornalista Giuseppe Fava, que expôs seu império; não colaborou com prosecutors e passou a comandar o clã de dentro da prisão.
Benedetto Santapaola, chefe da Cosa Nostra, morreu aos 87 anos em uma prisão de Milão, onde cumpria várias sentenças de prisão perpeta. A confirmação veio neste início de semana, com a ordem de autópsia para apurar as circunstâncias da morte.
Conhecido como um dos nomes mais perigosos da história do crime organizado, Santapaola liderou a maior parte do leste da Sicília. Sua base de poder ficava em Catania, de onde coordenou ações que marcaram brutalmente as décadas de 1980 e 1990.
Antes da prisão, o mafioso era visto como um estrategista de alto nível, aliado a outras figuras de peso da organização. O regime carcerário indicou que ele morreu durante o cumprimento de sentenças por crimes graves, incluindo assassinato.
Detenção e trajetória
Santapaola foi preso em 1993, em uma propriedade rural perto de Catania, junto de sua então esposa, Carmela Minniti. Ela foi assassinada dois anos depois, supostamente em retaliação por dívidas com rivais.
Entre as condenações, está o caso do assassinato do jornalista Giuseppe Fava, em 1984, cuja investigação expôs ligações entre a organização e o poder político. Fava foi executado em sua Sage, na cidade de Catania.
Claudio Fava, filho de Giuseppe e ex-MEP, comentou que guardava o que aconteceu sem ódio. Ele descreveu a relação com Santapaola como marcada por violência e segredos que o mafioso levou para a sepultura.
Segundo a polícia, Santapaola continuou a conduzir a estrutura criminosa de dentro da prisão, apoiado por aliados de confiança. Ele não cooperou com autoridades, mantendo seus métodos e redes sob sigilo.
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