- A Polícia Federal prendeu novamente Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em São Paulo, acusado de um esquema bilionário de fraudes e de chefiar uma milícia privada para intimidar opositores.
- As investigações, detalhadas pelo STF, apontam a existência de uma estrutura chamada “A Turma”, usada para intimidação e obstrução de justiça.
- Trechos de mensagens mostram Vorcaro ordenando ataques a jornalistas, incluindo o episódio em que diz: “Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto.”, segundo a PF.
- Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”, liderava o núcleo de intimidação e recebia repasses mensais de R$ 1 milhão para realizar as ações, conforme apurações.
- Além disso, as investigações indicam que Vorcaro utilizava o aplicativo para coordenar pagamentos a servidores do Banco Central, e o STF determinou prisão preventiva de Vorcaro e de outras pessoas, além de medidas cautelares contra servidores e a suspensão de empresas usadas para lavar dinheiro.
O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira (4) em São Paulo pela Polícia Federal. A prisão integra a Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras e a atuação de uma milícia privada para intimidar opositores.
A PF aponta que Vorcaro ordenava ataques contra jornalistas e adversários por meio de um grupo de mensagens no WhatsApp. A apuração descreve uma estrutura chamada A Turma, destinada a intimidação e à obstrução de justiça.
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, seria o líder do núcleo responsável por atos de coação. Entre as mensagens encontradas, o banqueiro reforça a violência contra a imprensa e contra opositores, segundo as investigações.
A força-tarefa também indica que Mourão recebia repasses mensais de cerca de 1 milhão de reais para coordenar as ações de coação. Além disso, há relatos de uso do aplicativo para facilitar pagamentos a servidores do Banco Central.
Prisão, mandados e medidas
O ministro do STF André Mendonça decretou a prisão preventiva de Vorcaro, Mourão, Fabiano Zettel e Marilson Roseno da Silva. Também foram determinadas medidas cautelares contra servidores do Banco Central.
A decisão envolve ainda a suspensão de empresas utilizadas para lavagens de dinheiro que financiavam o esquema. As investigações seguem em andamento para confirmar outros contratos e repasses vinculados às supostas atividades criminosas.
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