- Luiz Phillipi Mourão virou réu em Minas Gerais por lavagem de dinheiro, organização criminosa e crime contra a economia popular, ligado a um esquema de pirâmide.
- Mourão foi preso hoje na Operação Compliance Zero, autorizada pela Justiça a pedido do ministro André Mendonça.
- Segundo o MP, o grupo criou um esquema para atrair investidores entre 2018 e 2021, com empresas de fachada e anúncios nas redes sociais.
- A Polícia Federal informou que Mourão movimentou 24,9 milhões de reais entre junho e julho de 2021; uma empresa dele, King Motors, moveu 3,3 milhões.
- Mourão era conhecido como “sicário” por Vorcaro, e houve relatos de planos de intimidação a desafetos do banqueiro; Mourão tentou suicídio na carceragem da PF.
Luiz Phillipi Mourão, suspeito de articular medidas contra desafetos do banqueiro Daniel Vorcaro, tornou‑se réu em Minas Gerais por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele foi preso na Operação Compliance Zero e tentou suicídio na carceragem da Polícia Federal.
Segundo investigações, Mourão e outros denunciados criaram um esquema de pirâmide para atrair investidores em todo o país. A denúncia, apresentada pelo Ministério Público de MG, foi aceita pela Justiça em 2021.
A organização criminosa atuava entre 2018 e 2021, dividida em três núcleos e usando empresas de fachada. O MP afirma que houve propagação de informações falsas para oferecer serviços de assessoria e operações de investimentos, com centenas de vítimas que procuram a Justiça.
Dados da denúncia
Mourão movimentou R$ 24,9 milhões em uma conta entre junho e julho de 2021. Uma das empresas vinculadas a ele, a King Motors, movimentou R$ 3,3 milhões. A PF aponta movimentações atípicas como indicativo do esquema.
Prisão e desdobramentos
A prisão ocorreu hoje, por ordem do ministro André Mendonça. A autoridade aponta que Mourão chefiava um grupo que monitorava alvos e planejava ações de intimidação contra desafetos de Vorcaro, também preso hoje. Vorcaro era chamado de sicário pelos envolvidos.
Mensagens encontradas no celular de Vorcaro indicam planos de assalto para intimidar jornalistas, incluindo Lauro Jardim, do jornal O Globo. Vorcaro afirmou que as mensagens foram tiradas de contexto e que não houve intenção de intimidar profissionais.
A PF também informou que o grupo tinha acesso a bases de dados oficiais. Mourão seria o responsável por acessar sistemas da PF e, em alguns casos, do FBI, para levantar informações a mando de Vorcaro.
Mourão foi socorrido por equipes da PF e encaminhado ao hospital João XXIII, em Belo Horizonte, após a tentativa de suicídio na prisão.
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