- Bitcoin caiu para a região de 66 mil dólares após tensões geopolíticas no Oriente Médio, com ataques de Irã afetando infraestrutura e voos.
- Fluxos de ETFs de Bitcoin nos EUA sofreram saídas semanais de aproximadamente 1,67 bilhão de dólares, com totais superiores a 4 bilhões de dólares nas últimas semanas.
- Instituições parecem migrar para ações de IA, nomes de defesa e energia, ou simplesmente manter caixa em títulos do Tesouro de alto rendimento.
- Peter Schiff, crítico de Bitcoin, contou com previsões de queda caso suportes importantes sejam rompidos, sugerindo queda para abaixo de 50 mil e até menos de 20 mil dólares.
- O ambiente de incerteza geopolítica mantém o foco em volatilidade, com demanda aumentando por stablecoins e dólares digitais como proteção parcial, enquanto o Bitcoin já mostrou testes próximos a 66 mil dólares neste ano.
O bitcoin (BTC) caiu para a faixa de 66 mil dólares após novos sinais de turbulência geopolítica no Oriente Médio. O recuo acontece no dia 3 de junho de 2026, com o pregão global em alerta. A fala de analistas e investidores se intensifica diante de dados de fluxo de ETFs de Bitcoin nos EUA e de ataques na região.
As saídas de fundos de ETFs de Bitcoin nos EUA atingiram 1,67 bilhão de dólares na semana, segundo a Coinglass, com saldos totais nas últimas semanas acima de 4 bilhões. Instituições parecem realocar recursos para ações de IA, defesa e energia, ou buscar segurança em Treasuries de alto rendimento. O setor ainda observa a proximidade de um cenário de maior incerteza.
O movimento de queda ganhou impulso após a notícia de ataques no Irã, com mísseis e drones mirando Kuwait e Bahrein e interrupções logísticas no Golfo. Washington afirmou ter interceptado parte do ataque, elevando a tensão com a região. O petróleo reagiu em alta, aumentando o apetite por ativos de proteção.
Peter Schiff, conhecido crítico do Bitcoin, voltou a prever que o preço pode despencar abaixo de 50 mil e, em pior cenário, ficar abaixo de 20 mil. O investidor central na narrativa de pessimismo costuma voltar ao tema durante volatilidade, sem impedir, porém, que o ativo colecione recuperações anteriores.
Em contrapartida, Brian Armstrong, CEO da Coinbase, descreveu a queda como temporária e manteve visão de longo prazo de valorização do BTC, com possibilidade de chegar a patamares de sete dígitos no futuro. A avaliação de grandes players diverge entre cautela e otimismo.
As tensões geopolíticas permanecem o fio condutor do humor de mercado. Trump negou encerramento de contatos com o Irã, chamando rumores de falsas notícias. Enquanto o desfecho da escalada permanece incerto, o Bitcoin continua a ser usado como alternativa de proteção parcial em cenários de volatilidade e incerteza.
Observa-se, ainda, maior demanda por stablecoins e por dólares digitais entre os detentores de criptomoedas que buscam proteção parcial sem abandonar completamente o ecossistema. O cenário no curto prazo segue volátil, com o Bitcoin mantendo a trajetória de recuperação em momentos de suporte técnico.
A edição atual destaca que quedas de ETF, risco geopolítico e receios de recessão formam um ambiente desafiador. Mesmo assim, o BTC tem mostrado resistência a choques históricos, guerras, crises bancárias e crises de câmbio, mantendo fluxo de adoção acima do medo.
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