Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Indicador de fundo histórico do Bitcoin aponta para US$ 62 mil; queda possível

Indicador de custo de reserva da Binance aponta suporte em US$ 62 mil; risco de queda adicional, com alvo entre US$ 56 mil e US$ 60 mil

Bitcoin's Historical Bottom Indicator Points to $62K
0:00
Carregando...
0:00
  • Bitcoin se aproxima de uma zona de suporte histórica perto de $62 mil, segundo o indicador Binance Reserve Cost, não testado desde a aprovação de ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, em janeiro de 2024.
  • O indicador subiu por causa da participação institucional após os ETFs, elevando o piso de suporte anterior, de cerca de $42 mil, e alimentando dúvidas se a queda atual é bear market ou correção.
  • Métricas on‑chain apontam cautela: a participação de bitcoin em perda voltou a subir, sinal típico de estágios iniciais de mercados em baixa, ainda que o indicador não tenha atingido patamares de capitulação.
  • Economistas estimam um possível piso do bear market entre $56 mil e $60 mil nos próximos doze meses, sugerindo queda em torno de cinquenta e cinco por cento em relação ao pico histórico.
  • Técnicas apontam cruzamento entre as médias móveis de 21 e 50 semanas, evento geralmente associado a movimentos baixos mais prolongados; a recuperação dependeria da recuperação da média de referência de aproximadamente $101 mil.

Bitcoin pode testar novamente o suporte de aproximadamente US$ 62 mil, em um momento em que sinais de alerta cruzam indicadores técnicos e dados on-chain, sugerindo pressão de baixa mesmo com expectativas de recuperação em 2026.

O indicador de custo de reserva da Binance, que mede o custo médio de aquisição de reservas de Bitcoin na exchange, aponta para US$ 62 mil. Esse nível não era testado desde a aprovação dos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, em janeiro de 2024, elevando a discussão sobre se a queda atual é uma correção ou o início de um novo ciclo de baixa.

Especialistas ressaltam que a participação institucional desde o início de 2024 tem alterado o comportamento dos preços, elevando o custo de reserva e redefinindo o que funciona como suporte de baixa. Segundo Burak Kesmeci, esses níveis passaram a ser determinantes para diferenciar mercados em alta e baixa.

O que muda com os sinais on-chain

Dados on-chain apontam cautela adicional. A métrica de “Supply in Loss” voltou a subir, o que historicamente antecedeu fases iniciais de mercados bear, como ocorreu em ciclos de 2014, 2018 e 2022. Atualmente, o indicador ainda não alcançou os patamares de capitulação observados nesses momentos.

Julio Moreno, pesquisador-chefe da CryptoQuant, aponta uma clusterização de sinais baixistas que emergiram no início de novembro e ainda não reverteram. A leitura é que o mercado pode estar buscando um fundo duradouro, mas sem confirmar ainda a consolidação.

O piso possível para o preço

Com base no preço realizado — que reflete o custo médio dos atuais detentores — Moreno estima um piso em modo bear entre US$ 56 mil e US$ 60 mil nos próximos 12 meses. Historicamente, quedas prolongadas recuam para próximos desses níveis após patamares acima do último pico, sugerindo queda próxima de 55% frente à máxima histórica.

Mesmo com essa perspectiva, Moreno destaca que movimentos desse porte são mais modestos quando comparados a bear markets anteriores, que viram perdas de 70% a 80% e falhas em cascata no ecossistema.

Perspectivas técnicas e cenários

Indicadores técnicos também pressionam o lado bearish. O cruzamento entre as médias móveis exponenciais de 21 semanas e 50 semanas, conhecido como Bull Market EMA crossover, apareceu recentemente. Históricamente, esse tipo de evento antecedeu fases de baixa acentuada em momentos anteriores do mercado.

Caso a fase atual se confirme como bear market, poderá desafiar a expectativa de ciclos de alta para 2026. Diversos cenários sobre o desempenho futuro incluem visões de superciclo para o Bitcoin, discutidas por figuras do ecossistema, com algumas firmas projetando aumentos para além de US$ 100 mil na próxima janela, enquanto outras mantêm hipóteses de alongamento do ciclo de alta.

Até o momento, o preço precisa reconquistar a média móvel de 50 semanas, que fica próxima de US$ 100,9 mil, para reverter essa inclinação. Enquanto isso, o mercado se mantém voltado à gestão de riscos de baixa, com eventuais testes de suporte em torno dos US$ 62 mil e abaixo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais