- Documentos do Departamento de Justiça dos EUA mostram que Jeffrey Epstein financiou o nascimento do bitcoin, incluindo doações ao MIT que apoiaram a Iniciativa de Moeda Digital.
- Epstein investiu em Blockstream com meio milhão de dólares em 2014, por meio de um fundo que ele dividia com Joichi Ito. O grupo foi convidado a se encontrar com Epstein em São Tomé.
- Em 2014, Epstein investiu 3 milhões de dólares na Coinbase, na época a maior bolsa de criptomoedas dos EUA, intermediado por Brock Pierce.
- Epstein também financiou o ecossistema de bitcoin ao longo de vinte anos, com doações que ajudaram a sustentar o projeto e a pesquisa da Iniciativa de Moeda Digital do MIT.
- Em 2018, Epstein vendeu metade de suas ações na Coinbase para a Blockchain Capital por 15 milhões de dólares; reações da indústria foram diversas, com previsões de consequências limitadas para o setor.
Jeffrey Epstein teve vínculos com startups de criptomoedas, segundo documentos recém‑divulgados do Departamento de Justiça dos EUA. As informações revelam apoio financeiro dele às primeiras fases do bitcoin, da Coinbase e da Blockstream, entre 2014 e 2018. O material foi obtido a partir de milhares de arquivos ligados ao caso.
Os documentos detalham que Epstein financiou o que seria a casa principal e a fonte de funding do bitcoin em seus estágios iniciais. Em 2014, ele investiu 3 milhões de dólares na Coinbase, então a maior exchange de criptomoedas dos EUA, e também financiou a Blockstream, empresa focada em tecnologia para bitcoin.
A relação com Coinbase envolve Brock Pierce, evangelista do setor e cofundador da empresa, que tratou do investimento de Epstein. Em 2018, Epstein teria vendido metade de suas ações à Blockchain Capital, empresa associada a Pierce. Coinbase não comentou o assunto.
Contexto financeiro e institucional
Ao longo de 2015, Epstein apoiou o MIT, contribuindo com mais de 800 mil dólares ao longo de 20 anos, incluindo fundos para a iniciativa de moedas digitais. Em 2014, o pesquisador Joichi Ito facilitou o investimento de Epstein na Blockstream, por meio de um fundo que ele gerenciava com Ito.
Blockstream recebeu um aporte inicial de 500 mil dólares, apresentado como parte de um fundo gerido por Epstein e Ito. Registros mostram que cofundadores da Blockstream foram convidados a encontro próximo à ilha privada de Epstein, em meio a discussões sobre potenciais conflitos de interesse.
Reações no setor variam. Alguns especialistas pedem cautela com vínculos históricos de Epstein a desenvolvedores, enquanto outros dizem que o impacto sobre empresas específicas é limitado. Não houve resposta oficial de Blockstream ou de Pierce aos questionamentos.
Repercussões e leituras do caso
Analistas apontam que as ligações não alteram o funcionamento de plataformas como Coinbase, que se tornou empresa de capital aberto. Outros observadores destacam que Epstein poderia ter interesse em moldar percepções sobre o mercado, ainda que as informações não impliquem controle direto sobre decisões das empresas. Autoridades não indicaram novas medidas regulatórias associadas ao caso.
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