- Estudo da University College London associa engajamento em artes e atividades culturais ao atraso do envelhecimento biológico, publicado em Innovation in Aging em 11 de maio.
- Participar de artes — como cantar, dançar, pintar e fazer trabalhos manuais — e visitar exposições, museus e bibliotecas ajuda a manter o organismo biologicamente mais jovem.
- A relação entre engajamento artístico e envelhecimento biológico fica mais relevante com o avanço da idade e pode ser tão benéfica quanto práticas físicas como corrida, esqui e yoga.
- Os pesquisadores sugerem que atividades criativas devem entrar em estratégias de saúde pública, promovendo o hábito diário de engajamento criativo.
- O estudo faz parte de um programa de sete anos e 3,5 milhões de libras financiado pela Wellcome, liderado pela UCL, para entender o impacto da arte na saúde.
Engajamento em artes e atividades culturais está ligado a um envelhecimento biológico mais lento, aponta estudo da University College London (UCL). A pesquisa, publicada em 11 de maio na revista Innovation in Aging, analisou padrões de participação em artes, como cantar, dançar, pintar e fazer artesanato, além de visitas a museus, bibliotecas e sítios históricos. Os resultados indicam que esses hábitos ajudam a manter o corpo biologicamente mais jovem.
O estudo também revelou que a relação entre envolvimento artístico e envelhecimento biológico se fortalece com a idade. Segundo os pesquisadores, os benefícios podem ser tão relevantes quanto os de atividades físicas como corrida, esqui e yoga. A pesquisa sugere incorporar a prática artística em estratégias de saúde pública como comportamento pró-saúde.
Implicações para políticas de saúde
As atividades artísticas são propostas como componente de promoção da saúde. A pesquisa enfatiza que o engajamento criativo deve ser visto como parte essencial da vida cotidiana, não apenas como lazer. A prática regular, idealmente diária, é defendida como equivalente a metas de saúde estabelecidas.
A investigação faz parte de um programa de sete anos, financiado pela Wellcome com 3,5 milhões de libras, liderado pela UCL. O objetivo é compreender impactos globais e moleculares do envolvimento em artes como comportamento de promoção de saúde.
Contexto e desdobramentos
As descobertas se somam a uma linha histórica de estudos sobre arte e saúde. O projeto recente da UCL integra dados de várias áreas para mapear efeitos biológicos do engajamento cultural. A publicação reforça a ideia de que o acesso a patrimônio, museus e atividades criativas pode ter benefícios efetivos à saúde.
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