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Show de Veneza reúne duas figuras da vanguarda polonesa

Exposição paralela na Bienal de Veneza coloca Kantor e Jarema entre os pilares da vanguarda polonesa, reunindo obras, figurinos e o clássico The Dead Class

Tadeusz Kantor (1915–1990). Emballage, Cricotage and Madame Jarema is on view at the at the Procuratie Vecchie in Venice
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  • Uma exposição collateral da Bienal de Veneza, até 22 de novembro, em Procuratie Vecchie, foca Kantor e Maria Jarema, dois artistas centrais da vanguarda polonesa do século XX.
  • A mostra reúne mais de sessenta obras, incluindo pinturas, monótipos, esculturas, objetos de teatro e figurinos, culminando numa sala dedicada a The Dead Class (1975).
  • Kantor e Jarema criaram o grupo Cricot 2 em Cracóvia, em 1955; Jarema teve obras exibidas na Bienal de Veneza em 1958.
  • A curadora Ania Muszyńska destaca Kantor como uma referência fundamental para a arte polonesa, responsável por levar tendências internacionais ao país e por desenvolver diversas formas artísticas.
  • A exposição também valoriza a relação entre Kantor e Jarema, com itens como nove monótipos da coleção Starak e roupas recriadas a partir de seus designs teatrais; uma carta-poema de Kantor para Jarema é lembrada como símbolo da ligação entre ambos.

A cidade de Veneza recebe uma mostra de arte polonesa que reúne Tadeusz Kantor, figura central da vanguarda do século XX, e Maria Jarema, pintora, escultora e atriz. O recorte é uma exibição colateral da 61ª Bienal, intitulada Emballage Cricotage and Madame Jarema. O espaço é Procuratie Vecchie, junto à Piazza de São Marcos, e a mostra fica em cartaz até 22 de novembro.

Organizada pela Starak Family Foundation, com base em Varsóvia, a exposição reúne pinturas, monotipos, esculturas, objetos de teatro e figurinos. Um salão é dedicado a The Dead Class, peça teatral de Kantor, criada em 1975 e amplamente reconhecida internacionalmente. A curadoria enfatiza a natureza interdisciplinar das trajetórias dos dois artistas.

Kantor é apresentado como um dos nomes mais influentes da arte polonesa, especialmente por abrir caminho às tendências internacionais. A mostra destaca fases marcantes de sua prática, desde a década de 1950 até séries recentes de pôsteres de 1990. A curadora Ania Muszyńska ressalta o papel fundador de Kantor na cena artística mundial.

A contribuição de Jarema

A curadoria também enfatiza Maria Jarema como figura-chave na formação da leitura radical e livre da arte por Kantor. Entre as peças, estão nove monótipos da Coleção Starak e roupas de cenário reconstruídas a partir de projetos que Jarema criou para suas primeiras colaborações com Kantor.

Muszyńska observa que a relação entre os dois não foi romântica, mas marcada por intensa conexão criativa. Ela destaca que, no conjunto da arte polonesa pós-guerra, Kantor e Jarema são pilares na reconstrução da linguagem da vanguarda após a devastação da Segunda Guerra Mundial.

A mostra também revela o papel de Cricot 2, grupo teatral criado em 1955 em Cracóvia, que ajudou a difundir ideias novas na Polônia. Jarema aparece como parceira essencial na compreensão da prática de Kantor, segundo a curadora.

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