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Tela Brasil: streaming público estreia com mais de 550 obras

Tela Brasil estreia com mais de cinqüenta e cinco obras, ampliando o acesso à cultura brasileira, promovendo soberania cultural e inclusão por meio da acessibilidade

O presidente Lula (PT), durante cerimônia de lançamento do Tela Brasil, no Rio de Janeiro. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • O governo lançou o Tela Brasil, streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro, no dia trinta, no Rio de Janeiro.
  • O acervo inicial tem quinhentas e cinquenta e cinco obras, incluindo curtas, longas, médias e séries, com títulos que vão de clássicos a produções recentes até 2025.
  • O projeto é da Secretaria de Cultura, com parceria da Universidade Federal de Alagoas, contando com nove milhões de reais de investimento para licenciamento, tecnologia própria e acessibilidade.
  • Todas as obras contam com audiodescrição, legendagem descritiva e Libras; o acesso é feito via Gov.br, com Perfil Cidadão e Perfil Direcionado.
  • O acordo de cooperação técnica com a TV Brasil amplia a oferta e a circulação de conteúdos; a plataforma foca na diversidade e no protagonismo cultural brasileiro.

O governo lançou oficialmente neste sábado 30 a plataforma Tela Brasil, um streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro. A iniciativa busca democratizar o acesso à cultura nacional, ampliando o alcance da produção local.

A plataforma é coordenada pelo Ministério da Cultura e desenvolvida em parceria com a UFAL. Disponibilizará filmes brasileiros sob demanda e terá acesso integrado ao Gov.br. O lançamento ocorreu na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.

O presidente Lula destacou que a Tela Brasil é uma ferramenta de soberania cultural, para que o brasileiro conheça a própria produção. Ele criticou a quantidade de conteúdos estrangeiros de baixa qualidade nas telas atuais.

Lula afirmou que conhecer o Brasil por dentro pode gerar impacto econômico e de empregos no setor cultural, conectando cultura, educação e desenvolvimento. Ele citou o MEC Livros como exemplo de políticas associadas.

O projeto recebeu investimento de 9 milhões de reais entre 2024 e 2025. Segundo o governo, o recurso garantiu o licenciamento de um catálogo diversificado, desenvolvimento tecnológico e acessibilidade.

A ministra Margareth Menezes comentou que a plataforma visa ampliar o acesso ao audiovisual, ressaltando gargalos na distribuição. Ela destacou a importância de articular cinema, música e outras artes para a representatividade nacional.

O acervo inaugural reúne conteúdos financiados pelo FSA e materiais de instituições do Sistema MinC, como Cinemateca Brasileira e Funarte. A curadoria prioriza diversidade, incluindo cinema negro, indígena, obras dirigidas por mulheres e temas como justiça climática.

Ao todo, a Tela Brasil chega com 555 obras, entre curtas, longas, médias e séries. Entre elas estão clássicos como A Hora da Estrela, Xica da Silva e Central do Brasil, além de Cidade de Deus.

O catálogo também traz títulos que já representaram o Brasil no Oscar, em 19 produções, com foco em infância, juventude, artes e brasilidade. Uma nova categoria, Africanidades, destaca trajetórias da população negra.

Acessibilidade é prioridade: todos os títulos contam com audiodescrição, legendagem descritiva e Libras. Especialistas envolvidas destacaram a compatibilidade entre acessibilidade, memória e preservação.

Para navegar, é necessária conta no Gov.br. O serviço oferece Perfil Cidadão, com acesso gratuito a filmes e listas de favoritos, e Perfil Direcionado para exibições públicas em espaços culturais.

Inicialmente, a plataforma funciona no navegador e pode transmitir para Smart TVs. Aplicativos para Android e iOS devem ficar disponíveis em até 30 dias.

Durante o evento, também foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica entre o MinC e a TV Brasil, com foco na ampliação da oferta e integração de políticas públicas para o audiovisual brasileiro.

A Tela Brasil foi desenvolvida com tecnologia doméstica, em parceria entre o MinC e a UFAL. A iniciativa visa consolidar a soberania cultural por meio de um acesso mais amplo à produção nacional.

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