- Canadá anunciou aumento ambicioso de gastos militares, com meta de triplicar as despesas totais em uma década, chegando a R$ 900 bilhões (valor em reais não convertido no texto original; manteremos o valor em dólares conforme o documento), e alcançar 5% do PIB em investimentos de defesa até 2035, além de mirar 2% do PIB até março.
- Governo, sob Mark Carney, busca reduzir a dependência de Estados Unidos e reavaliar compras de caças F-35, além de intensificar exportações de defesa para a Europa e fortalecer a interoperabilidade com a NORAD.
- Arquipélago ártico é destacado como vulnerabilidade estratégica, com foco em infraestrutura e defesa para uso dual (civil e militar); o país criou um Arctic Infrastructure Fund de 730 milhões de dólares para o norte.
- A indústria de defesa canadense é chamada a diversificar produção para atender o gasto interno e exportação a aliados da OTAN, ampliando componentes, sensores e outras capacidades.
- Pesquisas mostram apoio público contínuo ao aumento dos gastos militares, ainda que haja ceticismo com relação aos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump, e preocupação com ameaças russas na região ártica.
A Ottawa anunciou um esforço maciço de incremento fiscal para defesa, incluindo medidas para proteger o Ártico, região de grande vulnerabilidade estratégica. O objetivo é ampliar capacidades militares e reduzir dependência dos Estados Unidos, após anos de subinvestimento sob a expectativa de proteção norte-americana.
Sob a liderança do primeiro-ministro Mark Carney, o governo prometeu triplicar as despesas militares em uma década, visando 900 bilhões de dólares e 5% do PIB em investimentos de defesa até 2035. O pacote também prevê revisões de compras de aeronaves e maior foco em exportação de defesa europeia.
A mudança de postura ocorre em meio a críticas aos EUA de Donald Trump, que questiona a relação de segurança entre os dois países. Analistas apontam que a Europa e o Canadá avaliam a necessidade de reduzir vulnerabilidades e aumentar capacidades próprias.
O governo destacou a revisão das compras de caças fabricados pela Lockheed Martin, os F-35, como parte de uma estratégia de maior autonomia. Ao mesmo tempo, reforços na indústria de defesa canadense devem intensificar exportações para aliados da OTAN, além dos laços com a NORAD.
Paralelamente, há foco em reforçar infraestrutura militar e civil no Ártico. Um fundo de infraestrutura de 730 milhões de dólares visa melhorias em aeroportos, portos e estradas no extremo norte, fortalecendo operações de sobrevivência e mobilização.
Especialistas ressaltam que a Elite canadense reconhece vulnerabilidades, como a vasta área ártica mal defendida e a dependência de inteligência norte-americana. Dados internos de 2023 indicaram alto índice de equipamentos indisponíveis em caso de conflito.
A indústria de defesa do Canadá, historicamente integrada aos fornecedores dos EUA, busca diversificar. Portadores de CNA apontam que o Canadá já exporta a maior parte de sua capacidade — com grande parte destinada aos EUA — e que há espaço para ampliar o nearshoring e as exportações para a Europa.
Em termos de opinião pública, pesquisas mostram apoio estável aos gastos maiores em defesa, mesmo com possíveis impactos em programas sociais. A percepção de risco externo permanece alta, influenciando o mandato de Carney.
O panorama estratégico também enfatiza a cooperação com a OTAN e o fortalecimento de capacidades no NORAD. A mensagem oficial é de reequilíbrio entre cooperação e autonomia, mantendo relação estável com o principal parceiro comercial.
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