- A comissão parlamentar aprovou uma redução de 69,38 bilhões de rúpias no orçamento da Basarnas, de 1,55 trilhão para 1,48 trilhão.
- A queda representa 4,5% do orçamento, para liberar recursos para programas priorizados pelo governo, como refeições gratuitas e maior gasto com defesa.
- Indonésia enfrenta desastres no arquipélago, incluindo enchentes e deslizamentos em janeiro; ao menos 34 pessoas morreram em West Java e 32 estão desaparecidas.
- A redução ocorreu mesmo com o reconhecimento de que a Basarnas precisa de mais recursos para lidar com as emergências, conforme apontado pela comissão.
- O chefe da Basarnas, Mohammad Syafii, afirmou que melhorias são necessárias, incluindo a criação de escritórios regionais em todas as regiões; hoje a agência tem 38 escritórios, cobrindo 38 províncias.
Comissão parlamentar corta orçamento da Basarnas para abrir espaço a programas sociais e defesa, mesmo diante do aumento de desastres. A decisão reduzido de 1,55 trilhão para 1,48 trilhão de rupias, uma queda de 4,5%, aprovada nesta quarta-feira.
A medida faz parte de um esforço para realocar gastos públicos conforme prioridades do presidente Prabowo Subianto, que prioriza programas de alimentação gratuita e maior gasto com defesa. A proposta foi apresentada pelo Ministério da Fazenda e precisou da aprovação do colegiado.
A Basarnas atua na região vulnerável do Anel de Fogo do Pacífico, sujeita a terremotos e erupções. Em janeiro, houve enchentes e deslizamentos que deixaram dezenas de mortos e equipes de resgate buscam 32 desaparecidos.
Contexto de desastres
Entre os desastres recentes, West Java registrou deslizamentos que ceifaram ao menos 34 vidas no fim de semana. A operação de resgate busca confirmar o paradeiro de pessoas ainda não localizadas. Em Sumatra, enchentes e deslizamentos no ano anterior deixaram 1.200 mortos e mais de um milhão desalojados.
A redução orçamentária ocorreu mesmo diante da percepção de que a Basarnas precisava ampliar sua capacidade. O comitê reconheceu o peso dos eventos naturais, mas manteve o corte para cumprir as prioridades do governo.
Reação e propostas
O chefe da Basarnas, Mohammad Syafii, participou da sessão e declarou apoio à decisão, ressaltando a necessidade de modernizar a atuação e ampliar a agilidade de resposta. Ele informou que seria útil ter escritórios locais da Basarnas em todas as regiões.
Atualmente, a Basarnas funciona com 38 unidades distribuídas entre as 34 províncias do país. O país possui 514 regiões administrativas, o que aumenta a demanda por uma presença institucional mais ampla para emergências. Ridwan Bae, vice-presidente da comissão, afirmou que a agência precisa de mais recursos para ampliar sua capacidade.
Entre na conversa da comunidade