- EUA e Irã vão realizar negociações nucleares na sexta-feira, em Omã, com autoridades sênior de ambos os países.
- As tensões aumentaram após a presença militar dos EUA na região e a queda de um drone Shahed-139 próximo ao porta-aviões Abraham Lincoln, com os EUA afirmando legítima defesa; o Irã diz que o drone fazia missão de vigilância em águas internacionais.
- O presidente Donald Trump afirmou que a armada próxima ao Irã era maior do que a força-tarefa usada para derrubar o líder da Venezuela.
- A agenda das conversas ainda não está definida; os EUA querem tratar de tudo: apoio de Irã a organizações terroristas, programa nuclear e o tratamento ao próprio povo iraniano.
- O Irã, por sua vez, defende que as negociações sigam apenas sobre questões nucleares.
EUA e Irã vão realizar negociações nucleares em Omã, na sexta-feira, com a participação de autoridades de alto escalão. O encontro ocorre em um momento de tensão na região, diante de ações militares americanas e pressão internacional.
O pedido vem do governo iraniano: o presidente Masoud Pezeshkian instruiu o ministro das Relações Exteriores a buscar negociações justas e equitativas com os EUA. O objetivo, segundo Teerã, é emergir de forma estável na mesa de diálogo.
A presença militar dos EUA no Golfo aumenta a pressão. Washington intensificou atividades na região, incluindo a mobilização de uma força-tarefa com um grupo de porta-aviões, em meio a declarações de defesa própria.
Na terça-feira, a marinha dos EUA informou que interceptou um drone Shahed-139 que se aproximava de um porta-aviões americano no Mar da Arábia. O incidente elevou o tom entre as duas potências.
O governo norte-americano diz que a agenda é ampla: incluir o apoio de Irã a organizações consideradas terroristas, o programa nuclear e o tratamento dado aos cidadãos iranianos. O governo iraniano, por sua vez, defende tratar apenas de questões nucleares.
A situação acontece em meio a protestos no Irã, com relatos de violência e críticas à resposta das autoridades. Em Washington, o presidente afirmou, em tom de cautela, que o desfecho dos contatos depende do andamento das negociações.
Perspectiva das partes
Segundo autoridades, as conversas de Omã deverão definir a pauta e o formato das tratativas. O objetivo é reduzir tensões e avançar em um acordo que seja aceitável para as duas partes, evitando escaladas futuras.
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