- A Venezuela liberou 99 pessoas presas após os protestos pós-eleição de 2024, segundo o Ministério dos Serviços Penitenciários na véspera de Natal.
- Organizações de direitos humanos contestam: dizem que o número real seria menor, com 45 liberdades confirmadas por uma ONG e outras ainda sob verificação.
- A maioria dos liberados teria sido detida por participação em atos de violência e incitação ao ódio após o dia da eleição.
- Milhares de pessoas protestaram em Caracas e em outras regiões, exigindo vitória da oposição na eleição presidencial de julho de 2024.
- O governo afirma não ter prisões políticas, mas sim políticos presos por tentarem desestabilizar o país; onafhentes internacionais, como o Alto Comissariado da ONU, também destacam restrição de espaço cívico no país.
A Venezuela informou na quinta-feira a libertação de 99 pessoas detidas após os protestos pós-eleitorais de 2024. A Justiça penitenciária afirmou que as libertações ocorreram após avaliação individual de cada caso, com medidas cautelares previstas na lei.
Segundo o governo, os detidos eram punidos por participação em atos de violência e incitação ao ódio após o dia da eleição. A libertação foi anunciada pela pasta de Serviços Penitenciários via redes sociais.
Dados oficiais apontam mais de 2 mil prisões associadas aos protestos em cidades como Caracas. Organizações de direitos humanos contestam o número, citando casos não confirmados e detidos por motivos políticos.
Controvérsia sobre os números e contexto
ONGs locais dizem que o total libertado real é inferior ao divulgado. Um grupo de defesa informou ter confirmação de apenas 45 libertados: 27 homens, 15 mulheres e 3 adolescentes.
Paralelamente, autoridades venezuelanas reiteram que não existem presos políticos, apenas indivíduos detidos para enfrentar ações que visaram desestabilizar o país. O tema segue sob escrutínio internacional.
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