- Na avaliação do Un (Nações Unidas), Israel e Rússia foram adicionados à lista negra de estados por violência sexual em conflito, conforme relatório anual de 2025.
- O texto aponta que forças israelenses cometeram violência sexual desde 2023 contra palestinos detidos e moradores de Gaza e da Cisjordânia, incluindo ao menos 10 crianças, com casos verificados de tortura.
- Foram verificados 310 casos de violência sexual cometidos pela Rússia contra prisioneiros de guerra e civis em território russo e em áreas ocupadas pela Ucrânia desde 2022.
- Os números globais de violência sexual em conflito identificados pelo relatório somam 9.788 casos em 2025, com as autoridades destacando que as cifras representam apenas parte do problema.
- Rússia e Israel reagiram, negando as acusações e alinhando críticas à ONU; o governo israelense também afirmou que pretende cortar laços com o secretário-geral, enquanto a informação inicial aponta que repercussões podem ser simbólicas.
O Conselho das Nações Unidas publicou um relatório que aponta padrões de violência sexual em conflitos. O documento acrescentou Israel e Rússia à lista de atores estatais sob escrutínio, em meio a críticas diplomáticas. O relatório aborda casos verificados desde 2022 e destaca que os números apresentados representam apenas uma parcela do quadro global.
Segundo a UN, forças israelenses teriam praticado violência sexual contra palestinos detidos e residentes em áreas ocupadas desde 2023, incluindo casos de violência sexual e tortura de mais de duas dezenas de pessoas, entre elas ao menos 10 crianças. A Rússia é apontada pela violência sexual contra prisioneiros de guerra e detidos civis na Rússia e em áreas da Ucrânia sob ocupação desde 2022.
A entidade ressalva que as estatísticas não refletem o total de violações, servindo como indicação de um padrão mais amplo que permanece amplamente invisível e subregistrado. Em 2025, o relatório identificou 9.788 casos de violência sexual em conflitos globalmente, com mais de 75 partes envolvidas no blacklist da ONU.
Ambas as autoridades acusadas negaram as acusações e cobraram imparcialidade do órgão. O embaixador russo na ONU afirmou que as acusações são falsas e prometeu apresentar um relatório próprio sobre supostos abusos cometidos pela Ucrânia contra prisioneiros de guerra.
De olho no desfecho, Israel também rejeitou as acusações, classificando o relatório como hostil e parcial. O premiê israelense e o Ministério das Relações Exteriores destacaram que a ONU mantém rumo crítico às ações de Israel. Diversos atores internacionais acompanharam a reação.
Em resposta, uma porta-voz do secretário-geral destacou que as acusações não afetam as operações da ONU. Segundo a equipe, o trabalho com a missão israelense deve continuar, mantendo o foco na proteção de vítimas e na prevenção de violações.
O relatório já trazia Israel e Rússia na lista de possíveis incluídos para a próxima rodada de avaliação, conforme informações anteriores. A ONU não transforma afirmações isoladas em conclusões definitivas, reforçando a continuidade de monitoramento e investigação.
Entre na conversa da comunidade