- O Departamento de Segurança Interna retirou o plano de deportar Guan Heng para Uganda, após pressão pública.
- Guan Heng, de 38 anos, está detido pelo U.S. Immigration and Customs Enforcement em Nova York; a dupla defesa busca a libertação mediante fiança.
- Ele entrou ilegalmente nos Estados Unidos após viajar de barco e lançou vídeos que mostram instalações de detenção em Xinjiang.
- Organizações de direitos humanos e aliados no Congresso destacam que, se retornado, Guan poderia sofrer perseguição na China, incentivando apoio à sua permanência.
- A defesa de Guan aguarda que o pedido de asilo prossiga de forma favorável, com reconhecimento de seu papel na denúncia de abusos aos Uyghurs.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) decidiu não deportar Guan Heng, chinês que entrou ilegalmente nos Estados Unidos, segundo dois ativistas de direitos humanos. A medida ocorreu em meio ao aumento do apoio público à sua causa.
Guan filmou, em 2020, instalações de detenção em Xinjiang, onde ativistas dizem ocorrer a detenção de até 1 milhão de pessoas, principalmente Uyghurs. Ele deixou a China em 2021, seguiu para Hong Kong, depois Ecuador, Bahamas e, por fim, entrou em território americano de barco.
Ele permanece detido pela Imigração e Alfândega (ICE) em Nova York. Advogados e defensores trabalham para obter a libertação sob fiança e a continuidade do processo de asilo, apontando riscos de perseguição caso seja devolvido à China.
Apoio jurídico e político
Rayhan Asat, advogada de direitos humanos, afirma que Guan teve a solicitação de deportação retirada, permitindo que o caso de asilo ande com mais chance de sucesso.
Zhou Fengsuo, diretor executivo da organização Human Rights in China, confirmou o parecer oficial e celebrou a decisão, destacando o impacto positivo para Guan e para o debate sobre direitos em Xinjiang.
Congressistas também comentaram o caso, pedindo que Guan tenha proteção e acesso a vias legais adequadas, citando a responsabilidade moral dos EUA diante de abusos em Xinjiang.
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