- Um cidadão chinês, Guan Heng, teve o asilo concedido nos Estados Unidos após ter medo fundamentado de perseguição caso retornasse, por ter exposto supostos abusos de direitos humanos contra uigures em Xinjiang.
- Guan chegou irregularmente aos EUA em dois mil e vinte e um e ficou detido desde agosto do ano anterior, em operação de deportação em massa.
- O Departamento de Segurança Interna chegou a tentar deportá-lo para Uganda, mas esse plano foi abandonado em dezembro; o DHS pode recorrer em trinta dias.
- Em dois mil e vinte Guan gravou secretamente instalações de detenção em Xinjiang, somando-se a evidências usadas por ativistas sobre abusos contra minorias, especialmente os uigures.
- O juiz Charles Ouslander reconheceu a credibilidade de Guan e sua elegibilidade legal para o asilo; o advogado afirmou que o caso é um exemplo claro da necessidade desse tipo de proteção.
Um juiz de imigração dos EUA concedeu refúgio a Guan Heng, chinês que expôs supostos abusos aos direitos humanos contra Uyghur na China. O veredito reconhece um *medo bem fundamentado de perseguição* caso Guan fosse devolvido ao país de origem.
Guan Heng chegou aos EUA de forma irregular em 2021 e, desde agosto do ano seguinte, permanece detido em operação de fiscalização de imigração. O DHS inicialmente planejou deportá-lo para Uganda, mas retirou a proposta em dezembro após repercussão pública e pressão no Congresso.
Durante a audiência realizada em Napanoch, Nova York, o juiz Charles Ouslander considerou Guan creível e apto para o status de refugiado. O caso é visto como raro ganho para requerentes de refúgio, diante de queda na taxa de aprovação nos EUA.
Guan tornou público, em 2020, vídeos que mostram supostos locais de detenção em Xinjiang. Tais imagens se somam a denúncias de organizações independentes sobre restrições generalizadas de direitos na região, onde milhões de pessoas foram afetadas.
Segundo a defesa, Guan deixou a China para publicar as imagens, passando por Hong Kong, Equador e Bahamas antes de chegar à Flórida em outubro de 2021. Ao chegar aos EUA, ele disponibilizou o material na internet.
O advogado de Guan, Chen Chuangchuang, afirmou que o caso demonstra por que existe a proteção de Asilo nos EUA, destacando responsabilidade legal e moral do país. O juiz confirmou a elegibilidade jurídica de Guan e descreveu o testemunho como confiável.
A decisão pode ser apelável pela DHS, que tem até 30 dias para recorrer. O atraso na liberação imediata ocorre, segundo o escritório do juiz, porque Guan já está detido há cerca de cinco meses.
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