- O estudo prevê que os pumas reclaim (recolonizarão) apenas 2,1% de seu histórico na América do Norte até 2100, ocorrendo principalmente no Canadá boreal.
- O maior entrave não é alimento ou habitat ausente, e sim as rodovias e o desenvolvimento humano que fragmentam o território.
- A caça em estados do Oeste também atua como fator, mas a fragmentação causada pela infraestrutura é o principal desafio.
- Avistamentos no leste vêm, em geral, de pumas de origem sul-americana ou de indivíduos não reprodutores; não há evidência de populações reprodutivas estabelecidas na região.
- A única forma de estabelecer uma população reprodutiva no leste seria a reintrodução; o estudo estima que, em cerca de setenta anos, poderiam alcançar os Grandes Lagos.
Pumas devem evitar grande parte de seu antigo território no leste dos EUA, aponta estudo recente. O trabalho usa um modelo para indicar onde a espécie poderia se expandir neste século, considerando dados de movimento, população e sobrevivência.
A pesquisa aponta que os pumas podem reocupar apenas 2,1% de seu histórico na América do Norte até 2100, com maior probabilidade no Canadá boreal. Nos EUA, apenas alguns estados do oeste teriam áreas viáveis para novas populações, sem avanço significativo para o leste.
Possíveis impactos ecológicos
Segundo os autores, a expansão seria dificultada principalmente pela urbanização e pelas rodovias, que fragmentam o hábitat. A caça também contribui, mas o efeito dominante é a paisagem dividida criada pela infraestrutura.
Ressalta-se que avistamentos no leste geralmente envolvem indivíduos de origens distintas, com testes genéticos indicando origem sul-americana e provável liberação de animais de estimação, não uma recolonização de pumas ocidentais em direção ao leste.
Elbroch, coautor do estudo e diretor de programas da Panthera, afirma que a única forma de estabelecer uma população reprodutora no leste seria por meio de reintrodução. O pesquisador ressalta que, em cerca de 70 anos, poderíamos ver pumas chegando às Grandes Lagos.
O estudo também indica que os pumas são listados como de menor preocupação pela IUCN, não correndo risco de extinção, mas sem cumprir plenamente sua função ecológica em metade dos EUA. A presença deles pode reduzir colisões de carro com presas e contribuir para a transmissão de doenças, segundo os autores.
Fontes citadas pelo estudo destacam que a dinâmica entre predadores, presas e doenças ainda é objeto de pesquisa, com evidências de benefícios indiretos de predadores em ecossistemas florestais.
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