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Como narrativas equivocadas prejudicam a natureza e como mudá-las

Narrativa equivocada prejudica a natureza; Tyson Yunkaporta defende visão indígena que coloca a terra no centro das relações para um futuro mais sustentável

Mt. Taranaki, New Zealand, captured March 16, 2022. Image courtesy of Planet Labs PBC.
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  • O pesquisador indígena Tyson Yunkaporta, do clã Apalech, participa do Mongabay Newscast para falar sobre seu livro Right Story, Wrong Story: Adventures in Indigenous Thinking e como as histórias moldam a sociedade e a relação com a natureza.
  • O livro argumenta que a “história errada” pode levar a comportamentos prejudiciais e a uma forma de governar que explora o ambiente em detrimento da comunidade, descrevendo esse modo de pensar como uma mentira alimentada por comportamento narcisista.
  • Yunkaporta usa o mito de Tidalik, o sapo gigante que bebeu toda a água e foi levado a cuspir o líquido de volta pela coletividade, para relacionar esse padrão a crises como o custo de vida atual.
  • Segundo o pesquisador, avanços para uma sociedade mais sustentável passam por repensar as relações e obrigações com os outros e com o mundo natural, conceito que ele chama de “mente sagrada”.
  • O episódio sugere que saberes indígenas podem influenciar políticas ambientais, colocando a relação com a terra em primeiro lugar e destacando a importância de narrativas que mantenham a comunidade no caminho certo.

O Mongabay Newscast entrevistou o estudioso indígena Tyson Yunkaporta para discutir seu livro mais recente, Right Story, Wrong Story: Adventures in Indigenous Thinking. O programa explora como as narrativas moldam a sociedade, afetam o meio ambiente e podem influenciar a sobrevivência humana e do planeta. Yunkaporta, do clã Apalech, aponta como leis, sistemas e lore indígenas podem orientar uma relação primeira com a terra antes das relações entre pessoas.

O autor sustenta que identificar a “história errada” é essencial para corrigir comportamentos prejudiciais e formas de governança que exploram recursos naturais. Segundo ele, essa narrativa é uma mentira personificada por atitudes narcisistas que prejudicam o bem-estar comunitário.

Para ilustrar, ele recorre ao conto de Tidalik, o sapo gigante que bebeu toda a água e a reteve. A desavença entre o reino animal, ao fazer Tidalik rir, obrigou-o a cuspir a água de volta, evidenciando a falha de acumulação desmedida. Yunkaporta compara esse mito ao custo global da atual crise de custo de vida.

Perspectivas indígenas e caminhos para a mudança

O pesquisador descreve o conceito de “mente sagrada” como uma forma de enxergar a si mesmo por meio de vínculos, obrigações e relações com a natureza e a família, integrando-se a uma narrativa sustentável chamada de Right story. O objetivo é repensar relacionamentos e responsabilidades para com o ambiente e as comunidades.

O episódio também aborda como leis ambientais de países como a Austrália podem marginalizar a autoridade indígena, e discute caminhos para uma governança mais inclusiva e equilibrada entre bem-estar comunitário e conservação. O conteúdo foi produzido em Sydney pelo apresentador e produtor Mike DiGirolamo.

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