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Empregabilidade pede mudança na forma como empresas treinam talentos

Dificuldade de preencher vagas compromete a competitividade; 84% dos formados pela Generation Brasil têm emprego estável, ligando formação ao mercado

Como o recrutamento baseado em habilidades pode transformar a busca por talentos em 2025
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  • Oito em cada dez empresas brasileiras têm dificuldade para encontrar profissionais com as competências exigidas.
  • A combinação desemprego alto e falta de mão de obra qualificada impacta a competitividade das organizações.
  • A Generation Brasil aponta cinco pontos para destravar a inclusão: formação alinhada à demanda, integração entre habilidades técnicas e comportamentais, apoio integral ao aluno, conexão com empregadores e vínculos formais.
  • Em 2025, 84% dos 461 ex-alunos formados entre dois e cinco anos atrás estavam em empregos permanentes ou com contrato fixo.
  • Projetos que unem prática, foco em empregabilidade e ligação com vagas formais são caminhos consistentes para reduzir a distância entre quem procura e quem contrata.

O Brasil vive um cenário duplo: alto desemprego aliado à escassez de mão de obra qualificada. Um estudo da McKinsey & Company aponta que 8 em cada 10 empresas brasileiras têm dificuldade de encontrar profissionais com as competências exigidas pelas vagas. O dado eleva a empregabilidade a tema prioritário para crescimento econômico.

Para a CEO da Generation Brasil, Andrea Matsui, o desafio está na forma como organizações formam talentos. A Generation é uma ONG global criada pela McKinsey, presente em mais de 17 países e no Brasil desde 2019. Ela defende uma abordagem integrada que vá da capacitação ao acompanhamento após a contratação.

Cinco pontos para destravar a inclusão

A Generation Brasil elenca cinco pilares para programas de empregabilidade. Primeiro, a formação deve ter foco em áreas com alta demanda, unindo teoria e prática. Em seguida, a integração entre habilidades técnicas e comportamentais é essencial, com ênfase em comunicação, adaptabilidade e trabalho em equipe.

Outro eixo é o apoio ao aluno ao longo do programa, com diagnóstico de vulnerabilidades e suporte financeiro e psicológico para reduzir evasão. A conexão direta com empregadores também aparece, incluindo preparação para processos seletivos e indicações de vagas.

Por fim, a organização prioriza vínculos formais de trabalho, com contratos que garantem estabilidade ao trabalhador.

Resultados aparecem em pesquisa

A pesquisa de 2025 da Generation, com 461 ex-alunos formados há dois a cinco anos, aponta que 84% estão em empregos com contrato estável. O estudo reforça que programas que unem prática a foco em empregabilidade tendem a produzir resultados duradouros.

Andrea Matsui destaca que a inclusão produtiva é uma agenda de longo prazo com impactos concretos. Ao investir nessa estratégia, empresas podem fortalecer competitividade e favorecer a permanência de profissionais no mercado formal.

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