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Controle de tráfego aéreo aponta preocupações com turbinas de 200 m

NATS contesta repotenciação de Hare Hill por impacto em radares; turbinas de até 200 m podem comprometer a detecção de aeronaves, decisão do governo escocês pendente

The original Hare Hill wind farm is one of the oldest in Scotland
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  • O Serviço Nacional de Tráfego Aéreo (NATS) pediu que o governo da Escócia rejeite os planos de repotenciação do parque eólico Hare Hill, alegando impacto inaceitável em radares de Prestwick, Great Dun Fell e Lowther.
  • O Hare Hill tem cinquenta e cinco turbinas existentes; a Scottish Power Renewables quer desativá-las aos poucos e substituí-las por 23 turbinas novas mais altas.
  • O projeto seria feito em fases: a primeira, com vinte turbinas de cerca de 63 metros, substituiria as mais antigas; cerca de oito anos depois, as 35 restantes seriam substituídas por mais oito turbinas.
  • As novas turbinas teriam altura entre 150 metros e 200 metros, aumentando significativamente a escala do conjunto.
  • A Scottish Power Renewables afirma que a repotenciação poderia gerar mais de três vezes a eletricidade atual, atendendo a cerca de 75 mil residências, com feedback comunitário considerado e fundos de benefício à região.

A NATS, órgão britânico responsável pela gestão do espaço aéreo, afirmou que o plano de repotência do parque eólico Hare Hill pode comprometer radares usados por Prestwick, o que considerou inaceitável para o controle de tráfego.

O Hare Hill fica na fronteira entre Dumfries e Galloway e East Ayrshire, entre New Cumnock e Kirkconnel, e hoje abriga 55 turbinas.

A proposta é desativar as turbinas existentes ao longo do tempo e substituí-las por 23 unidades novas e mais altas.

Impacto nos radares

A NATS disse que a extensão do projeto pode afetar os radares Great Dun Fell e Lowther, reduzindo a capacidade de detectar aeronaves. A organização atua como consulente obrigatório em aplicações de parques eólicos no Reino Unido e avaliou o impacto atual.

Se aprovado, o plano prevê fases de substituição. A primeira etapa removeria as turbinas mais antigas e instalaria 15 novas. Cerca de oito anos depois, as 35 turbinas restantes seriam substituídas por oito unidades adicionais.

As novas turbinas teriam alturas entre 150 m e 200 m, um aumento significativo de escala que motivou a objeção da NATS no formato atual. A decisão caberá ao governo da Escócia.

Benefícios e respostas

A Scottish Power Renewables afirma que repotenciar o site pode render mais de três vezes a eletricidade produzida hoje, atendendo a cerca de 75 mil domicílios.

A empresa destacou que o feedback de comunidades foi considerado e que projetos locais já recebem milhões de libras de um fundo de benefício associado ao empreendimento.

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