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Japão avança com cautela na recuperação da energia nuclear 15 anos após Fukushima

Japão avança na retomada da energia nuclear, com apenas quinze dos 54 reatores reativados, números que convivem com ceticismo público e rigor regulatório

Imagen satelital en la que se aprecia la nube radiactiva en la central nuclear de Fukushima Daiichi, en Japón, golpeada por un tsunami el 11 de marzo de 2011.
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  • Japão reativou 15 dos 54 reatores que possuía antes do acidente de Fukushima, fornecendo quase 9% da eletricidade do país.
  • O último reator a ser reiniciado foi Kashiwazaki-Kariwa, em Niigata, após aprovação da Autoridade de Regulamentação Nuclear (NRA) em 2022 e aprovação da população local, com atraso de três anos.
  • Tepco, dona da Kashiwazaki-Kariwa e citada no caso de Fukushima, enfrentou questionamentos sobre confiabilidade e histórico de irregularidades, o que ajudou a moldar a resistência local ao reinício.
  • O governo mantém a meta de atingir neutralidade de carbono até 2050, incluindo a energia nuclear entre os pilares para alcançar esse objetivo, com planejamento de mix energético para 2040 (renováveis, nuclear e térmicas).
  • O programa de descomissionamento de Fukushima Daiichi prevê fases em 2041 e 2051, com pesquisas de robótica em Namie para enfrentar a radiação e decidir o destino final do terreno após consulta à população.

Japão mantém a recuperação da energia nuclear em ritmo contido, 15 anos após Fukushima. Do total de 54 reatores que operavam no país, apenas 15 já foram reinicializados, alimentando quase 9% da eletricidade nacional. A retomada acontece em meio a forte desconfiança pública.

A última reinicialização ocorreu na central Kashiwazaki-Kariwa, em Niigata, com liberação pela NRA em 2022 e colocação em funcionamento apenas no mês passado, após aprovação regional. A população local, porém, mostrou resistência inicial.

A Tepco, responsável pela usina Fukushima Daiichi, é citada como principal signatária do esforço de recomposição energética. A estatal foi nacionalizada após o acidente de 2011, registrando histórico de irregularidades que ainda preocupa moradores e autoridades locais.

Para o governo, a retomada visa atender demanda gerada por IA, data centers e indústria de semicondutores, além de metas de curto prazo para a matriz energética. O objetivo é que nuclear represente parte relevante do mix ano 2040, ao lado de renováveis e termelétricas.

A gestão do retorno envolve rígidos controles de segurança e ampla participação local. Em Niigata, a decisão de reativar a Kashiwazaki-Kariwa passou por assembleia regional em dezembro de 2025, apenas após três anos de atraso para obtenção de apoio da população.

Contexto e perspectivas

A energia nuclear continua sob escrutínio no Japão, com debates sobre armazenamento de resíduos e necessidade real de expansão. Especialistas destacam que a demanda pode crescer pouco, dependendo de políticas de eficiência e redução de consumo.

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