- A Agência Internacional de Energia (IEA) informou que 32 países membros, incluindo os Estados Unidos, vão liberar 400 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas para reduzir o aumento dos preços do petróleo causado pela guerra envolvendo o Irã.
- Trata-se da maior liberação de estoques de emergência da história da IEA e visa compensar a queda de oferta provocada pelo fechamento do estreito de Hormuz.
- No total, os países da IEA acumulam 1,2 bilhão de barris em estoques públicos, além de 600 milhões em estoques comerciais obrigatórios, o que representa cerca de 124 dias de fornecimento perdido.
- O Japão confirmou que distribuirá quinze dias de petróleo de estoques privados e mais trinta dias de estoques do governo, a partir de segunda-feira.
- O contexto inclui ataques a navios no estreito de Hormuz, avisos do Exército dos EUA sobre a segurança das rotas de comércio e retaliações anunciadas pelo Irã.
A Agência Internacional de Energia (IEA) anunciou nesta quarta-feira a maior liberação de reservas estratégicas já realizada. 32 países membros, entre eles os EUA, vão liberar 400 milhões de barris para conter a alta nos preços do petróleo causada pelo conflito na região.
Segundo a IEA, a medida visa compensar o parte da redução de oferta provocada pelo fechamento do Estreito de Hormuz. A reserva total pública da IEA soma 1,2 bilhão de barris, acrescida de estoques obrigatórios de 600 milhões de barris em inventários comerciais. O cronograma ainda não foi detalhado por todos os membros, mas o Japão confirmou liberação de 15 dias de abastecimento de fontes privadas e 30 dias de reservas governamentais a partir de segunda.
Este é o sexto grande movimento da IEA desde a criação da agência em 1974 e o primeiro desde 2022, quando foram liberados 182 milhões de barris após a invasão da Ucrânia pela Rússia. A medida busca mitigar a pressão sobre o mercado global de energia diante da deterioração do fornecimento no Golfo.
Contexto energético e impactos
A IEA afirma que a decisão ajuda a compensar perdas de oferta, principalmente no tráfego mercante que circula pelo Golfo. A produção global corre o risco de ficar abaixo do esperado se as interrupções persistirem. Autoridades japonesas confirmaram a liberação de parte das reservas nacionais como parte da estratégia de ações coordenadas.
Autoridades históricas do Irã advertiram que possíveis ataques a navios podem elevar ainda mais o preço do petróleo. Em resposta, entidades de defesa ressaltaram que as tensões regionais elevam o risco de perturbações no abastecimento mundial. As próximas semanas deverão indicar se a liberação reduz efetivamente os preços no curto prazo.
Ataques e desdobramentos na região
Na quarta-feira, ataques atingiram dois navios mercantes na região de Hormuz, de acordo com operações marítimas britânicas. O Irã assumiu responsabilidade por pelo menos um ataque, envolvendo o cargueiro Thai-flag *Mayuree Naree*. Ao todo, trackers marítimos registraram mais de uma dúzia de colisões desde o início do conflito.
O Comando Central dos EUA informou que não há garantia de segurança em portos civis próximos a Hormuz, alertando para a possibilidade de alvos militares em áreas de uso civil. O órgão ressaltou que portos civis usados com fins militares perdem status de proteção sob o direito internacional.
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