- Um navio-tanque russo, Anatoly Kolodkin, com cerca de 650 mil barris de petróleo cru, entrou na zona econômica exclusiva de Cuba no domingo e pode descarregar no porto de Matanzas se manter o rumo.
- O navio partiu de Primorsk e, conforme dados de MarineTraffic e LSEG, pode seguir para Cuba caso não mude de rota.
- Os Estados Unidos bloqueiam, há meses, todo o petróleo destinado a Cuba como pressão ao governo de Havana, enquanto desbloquearam sanctions temporariamente para a Rússia facilitar o fluxo de petróleo.
- O The New York Times confirmou, citando um funcionário americano, que o navio se dirige a Cuba; não ficou claro por que a gestão de Trump permitiria a passagem.
- Se o carregamento ocorrer, representaria alívio significativo para Cuba, que não recebia importação de petróleo há três meses, agravando a crise energética e os apagões no país.
Um carregamento russo pode chegar a Cuba. O navio Anatoly Kolodkin, com bandeira russa, entrou na zona econômica exclusiva cubana neste domingo, segundo dados de rastreamento de navios. A embarcação partiru de Primorsk e carregou cerca de 650 mil barris de petróleo Urals, com possibilidade de descarregar em Matanzas.
Conforme serviços de monitoramento MarineTraffic e LSEG, o navio pode desembarcar no porto cubano de Matanzas se mantiver o rumo atual. A entrada na zona econômica ocorre três meses após a última importação de petróleo para Cuba, segundo informações coincidentes com o contexto econômico do país.
O New York Times informou, citando um funcionário dos EUA, que o cargueiro seguia rumo a Cuba, mas não ficou claro o motivo para a eventual liberação da passagem pela administração americana. A matéria também aponta divergências sobre o volume exato a bordo, com relatos entre 650 mil e 730 mil barris.
A Cuba não recebe petróleo há três meses, o que impacta diretamente o fornecimento de energia no país. Autoridades cubanas afirmam que a escassez tem contribuído para racionamento de combustível e apagões em diferentes regiões, acentuando a crise energética regional.
Contexto das sanções e impacto econômico
- Washington bloqueia, de forma geral, remessas de petróleo para Cuba como parte de pressões políticas.
- A curto prazo, a administração americana flexibilizou, de modo temporário, sanções envolvendo o petróleo russo para facilitar o fluxo.
- As informações sobre o movimento do Anatoly Kolodkin foram confirmadas por plataformas de monitoramento de navios e por veídeos de noticiário internacional, sem confirmação oficial adicional.
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