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Fiscalização de gastos aponta risco no custo de £38 bilhões da usina Sizewell C

Auditoria alerta que Sizewell C tem custos maiores que benefícios para famílias até 2064, com riscos imediatos e incerteza de retorno

The NAO overall savings for households from the plant could be outstripped by the cost of supporting its construction until almost halfway through its 60-year operational life.
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  • O National Audit Office alerta que o custo de £38bn do Sizewell C envolve incerteza significativa e pode superar os benefícios para as famílias até, no mínimo, 2064.
  • Os benefícios potenciais são consideráveis, mas incertos; os riscos são imediatos, substanciais e suportados pelo público.
  • O governo afirma que a usina deve gerar eletricidade suficiente para 6m casas no fim dos anos 2030 e pode economizar £2bn por ano no sistema elétrico em comparação com outras tecnologias de baixo carbono.
  • O projeto pode demorar para atingir o break-even e atrasos ou estouros de custo podem prolongar o prazo; a NAO recomenda monitoramento próximo e maior transparência.
  • O financiamento ocorre via modelo de base regulada de ativos, com contas de energia cobrindo parte do custo desde o início; EDF, governo, Centrica e fundos de investimento participam, já foram gastos quase £5bn e 70% do valor de construção é de fornecedores britânicos.

O Office do Auditor-Geral alertou sobre o custo de £38 bilhões do parque nuclear Sizewell C, em Suffolk, afirmando que há incerteza significativa sobre seus benefícios. Segundo a NAO, os riscos são imediatos e substanciais para o orçamento público.

A auditoria aponta que, embora os benefícios potenciais sejam consideráveis, não há garantia de que compensem o impacto financeiro para as famílias até, pelo menos, 2064. O governo afirma que a usina pode economizar até £2 bilhões por ano no sistema elétrico.

Situação financeira e riscos

A NAO destaca que o projeto é de escala excepcional e pode sofrer atrasos ou estouros de custo, o que afetaria o equilíbrio entre gastos públicos e retorno para os consumidores. A possibilidade de quebra de equilíbrio depende de prazos, custos e sobrecustos não previstos.

Envolvidos e participação financeira

Sizewell C é desenvolvido pela EDF, estatal francesa, como continuidade de Hinkley Point C. O governo britânico é o acionista majoritário, com investimentos estimados em £14,2 bilhões. A EDF já investiu £1,1 bilhão por 12,5% da participação.

Outros acionistas incluem Centrica, controladora da British Gas, com 15%, a La Caisse, fundo de pensão canadense, com 20%, e Amber Infrastructure, com 7,6%. A composição reflete парas de investimentos público-privados.

Quando entra em funcionamento e modelo de financiamento

A empresa afirma que a geração de eletricidade emSizewell C, no fim da década de 2030, reduzirá custos de longo prazo para consumidores. O modelo regulado de base de ativos financia o projeto via tarifas domésticas desde o início, diferentemente de Hinkley Point.

Repercussões para consumidores e economia

Nigel Cann, CEO de Sizewell C, disse que os custos para as famílias representam um investimento em tarifas futuras estáveis. A construção já gerou empregos e impulsionou fornecedores no país, com cerca de £5 bilhões já gastos, segundo a empresa.

Críticas e recomendações da NAO

Críticos argumentam que atrasos no cronograma podem ampliar o tempo em que as famílias pagam pela obra sem receber energia suficiente. A NAO recomenda maior transparência parlamentar e medidas para assegurar o valor público do investimento.

O que a NAO propõe

O órgão sugere monitoramento rigoroso, maior transparência para o Parlamento e ações para garantir eficiência de custo na alocação de recursos públicos e privados. A meta é reduzir riscos sem comprometer a confiabilidade do sistema elétrico.

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