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Economia de US$20 bi para inquilinos com telhado solar, se locadores agirem

Split incentive entre inquilinos e proprietários freia upgrades de energia; economias de até $20 bilhões em uma década dependem de regulação

A combination of rooftop solar, insulation and efficient appliances can halve energy bills in rental homes, experts say.
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  • Alcançar até cinco bilhões de dólares em economia para aluguel em dez anos depende de reformas de eficiência energética, solar no telhado e substituição de eletrodomésticos, feitas por proprietários.
  • A principal barreira é a falta de motivação dos proprietários, já que a economia de contas de luz não retorna para quem paga os encargos.
  • Roteiro de ações: upgrades de eficiência, aparelhos mais eficientes e energia solar no telhado podem reduzir pela metade as contas de energia em imóveis de aluguel.
  • Regulamentação e padrões mínimos de eficiência energética, já em vigor em Victoria a partir do próximo ano, são vistos como solução para o problema do split incentive.
  • Medidas adicionais incluem padrões federais condicionando incentivos fiscais a padrões mínimos e, para inquilinos, ações simples como reduzir consumo com ajustes domésticos sem depender do proprietário.

A mudança no regime de energia nos aluguéis pode gerar economias expressivas para famílias que vivem de aluguel na Austrália. Segundo estudo do Institute for Energy Economics and Financial Analysis (IEEFA), upgrades como isolamento, eletrodomésticos eficientes e energia solar no telhado podem reduzir consideravelmente as contas de energia. O problema é a falta de motivação dos proprietários.

A pesquisa aponta que o principal obstáculo é o chamado “incentivo dividido”: quem paga as melhorias não recebe diretamente as economias da conta de energia. Assim, proprietários não investem, mesmo diante de benefícios para o conforto e o valor do imóvel.

Em cenários simulados, combinar melhorias de eficiência, equipamentos eficientes e energia solar pode reduzir pela metade as faturas em imóveis ineficientes. No agregado, os upgrades poderiam gerar economia de 20 bilhões de dólares para inquilinos em uma década, com 107 bilhões até 2050.

Regulamentação e caminhos

O estudo recomenda uma abordagem coordenada entre estados e territórios, incluindo norma para substituição de aparelhos a gás ou ineficientes por alternativas elétricas eficientes quando quebrarem. Em não-aparelhos, padrões poderiam orientar opções como solar, baterias e melhorias de isolamento.

A Victoria já aprovou padrões mínimos de eficiência energética para aluguéis, com vigência a partir de março do próximo ano. Autores sugerem ainda elegibilidade a incentivos federais depender de imóveis atenderem padrões mínimos.

Ações para inquilinos e impactos

Especialista em energia aponta medidas que não dependem do proprietário, como uso eficiente de aquecedores reverse cycle e redução de consumo em duchas. A simples troca de chuveiro e vedação de vazamentos já reduz custos.

Outras medidas incluem vedar janelas com materiais isolantes simples e utilizar películas refletivas para reduzir aquecimento no verão, mantendo a entrada de luz. Tais ações podem complementar a energia solar e baterias.

O relatório enfatiza que os benefícios vão além das casas, ajudando a reduzir a demanda de pico na rede elétrica, especialmente em períodos de alta demanda. Em áreas onde aparelhos a gás predominam, melhorias em locações também podem representar economia de gás.

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