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Modelo computacional pode viabilizar pontes e edifícios com menos material

Nova abordagem de topologia torna projetos mais construíveis, limitando complexidade e conectividade, com uso de múltiplos materiais e menor emissão de carbono

On top left is the Lockport truss bridge passing over the Erie Canal near Buffalo, New York. Researchers mimicked this structure, highlighted in teal blue, and created multiple timber-only designs (top left), steel-only designs (bottom left), and timber-steel designs.
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  • MIT desenvolveu uma estrutura que torna a otimização de topologia mais construÍvel, ao impor restrições de complexidade aos projetos gerados por computador.
  • A abordagem permite limitar o número de ligações em cada junção, o tamanho mínimo das peças e a distribuição de materiais, incluindo escolhas entre madeira, aço e combinações.
  • Usando rigidez de materiais e propriedades, o modelo distribui cargas e define conexões, buscando equilibrar constructibilidade, desempenho e emissões de carbono.
  • Em testes, a equipe projetou treliças para estruturas de edifícios e pontes, incluindo variações com madeira, aço e multimateriais, mostrando impactos diferentes nas emissões conforme as restrições aplicadas.
  • Os pesquisadores afirmam que, embora mais exigente computacionalmente, o método é viável com computadores comuns e pode, no futuro, atender estruturas maiores e mais materiais, aproximando topo de otimização da construção real.

MIT desenvolveu abordagem para tornar designs otimizados mais viáveis na prática, conectando projeto com construção real.

A técnica de topologia permite reduzir o uso de material em estruturas, potencialmente até 90%, contribuindo para quedas significativas nas emissões. No entanto, aplicações anteriores vinham com barreiras de construtibilidade e custos.

Parcerias entre alunos e docentes da instituição criaram um framework que impõe restrições para limitar a complexidade de estruturas geradas por computador. O objetivo é manter o equilíbrio entre desempenho, viabilidade de construção e impactos ambientais.

Como funciona o novo framework

O método permite restringir o número de componentes que se encontram em cada nó e o tamanho mínimo das partes. Além disso, leva em conta propriedades de materiais para distribuir cargas e definir ligações. Materiais diversos, como madeira e aço, são usados em trusses multicamadas.

Schemmer, autor principal, explica que a ferramenta usa algoritmos de decisão binária para definir materiais e conexões, respeitando normas de resistência. O modelo também simula diferenças entre construtibilidade de madeira e aço de forma mais realista.

Resultados e aplicações

Os pesquisadores testaram estruturas de aço, madeira e combinações para edifícios e pontes, avaliando emissões conforme diferentes restrições. Um estudo de caso aplicou o método na Ponte Upside-Down de Lockport, próximo a Buffalo, para entender impactos de cada regra.

Os resultados mostraram que designs mais simples podem manter a eficiência estrutural, com benefícios de carbono e praticidade de construção. A equipe planeja validar o modelo com estruturas em escala reduzida.

Perspectivas de mercado e próximos passos

Embora mais exigente computacionalmente, o estudo afirma que a computação necessária é viável com hardware comum. Os autores destacam que o framework pode ampliar o uso de topologia na construção real, incluindo estruturas maiores e com mais materiais.

A equipe pretende adicionar novas restrições para facilitar a adoção por engenheiros civis e testar estruturas em cenários reais. O trabalho foi financiado pela MIT Morningside Academy for Design.

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