Moradores de Pau d’Arco, na Bahia, encontraram um pirarucu, um peixe da bacia amazônica, em um banhado perto do Rio São Francisco. O peixe pesava 78 quilos e media quase dois metros. Poucos dias depois, outro pirarucu, com 87 quilos, foi capturado na barragem do Rio do Paulo, a 260 quilômetros de distância. O pirarucu é um dos maiores peixes de água doce do mundo e pode ameaçar a biodiversidade local, pois se alimenta de outros peixes e animais aquáticos. O pesquisador Francisco Kelmo, da Universidade Federal da Bahia, alerta que a presença do pirarucu no Rio São Francisco pode prejudicar outras espécies de peixes da região. Ele acredita que esses peixes podem ter escapado de criadouros durante períodos de cheia. Em 2022, pescadores em São Paulo também relataram a captura de pirarucus pesando até 110 quilos, e especialistas avisaram que essa espécie pode desestabilizar as cadeias alimentares locais. Nos últimos anos, iniciativas têm sido criadas para preservar o pirarucu e promover seu manejo sustentável, ajudando tanto o meio ambiente quanto as comunidades locais.
Moradores de Pau d’Arco, na Bahia, descobriram um pirarucu, peixe da bacia amazônica, em um banhado às margens do Rio São Francisco. O exemplar encontrado em 16 de abril pesava 78 quilos e media quase dois metros. Dias antes, outro pirarucu, com 87 quilos, foi capturado na barragem do Rio do Paulo, em Dom Basílio, a 260 quilômetros de distância.
O pirarucu (Arapaima gigas) é um dos maiores peixes de água doce do mundo, podendo atingir até três metros e pesar até 200 quilos. A espécie é carnívora, alimentando-se de peixes, crustáceos e pequenos animais aquáticos. A presença desses peixes fora de seu habitat natural levanta preocupações sobre a biodiversidade local.
Impacto Ambiental
O pesquisador Francisco Kelmo, professor de Ecologia e Biodiversidade da Universidade Federal da Bahia (UFBA), alerta que a presença do pirarucu no Rio São Francisco pode ameaçar outras espécies de peixes da região. “A existência de pirarucu vivendo livremente pode promover perda da biodiversidade da ictiofauna local”, afirmou. Ele sugere que a fuga de espécimes de criadouros durante períodos de cheia pode ser a causa dessa nova população.
Esse fenômeno não é exclusivo da Bahia. Em 2022, pescadores de Cardoso, em São Paulo, também relataram a captura de pirarucus pesando até 110 quilos. Especialistas advertiram que a espécie pode desestabilizar as cadeias alimentares locais, tornando-se uma ameaça para os peixes nativos.
Preservação e Manejo
Nos últimos anos, iniciativas têm sido implementadas para preservar o pirarucu e promover seu manejo sustentável. Essas ações visam não apenas a conservação ambiental, mas também o desenvolvimento socioeconômico das comunidades locais. O manejo e a comercialização do pirarucu são vistos como fundamentais para o desenvolvimento da Amazônia, enfrentando desafios como a pesca ilegal e a necessidade de conhecimento científico.
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