Pesquisadores descobriram que algumas pessoas vivem em constante estresse, sendo chamadas de “pessoas do cortisol”. Isso acontece porque elas estão sempre em ambientes inseguros, o que as faz transmitir seu desconforto para os outros. Quando alguém estressado está por perto, é comum que as pessoas ao redor também sintam ansiedade. O estresse pode causar sintomas físicos como palpitações e respiração rápida, e se não for controlado, pode levar a problemas de saúde. Essas pessoas geralmente cresceram em situações difíceis e têm dificuldade em relaxar, mesmo quando estão em um ambiente seguro. Isso afeta sua qualidade de vida, incluindo sono e humor. Para lidar com essas situações, é importante reconhecer o estresse e estabelecer limites, como limitar o tempo com essas pessoas ou preparar-se mentalmente antes de interagir com elas. Técnicas como respirar e estar presente no momento podem ajudar, mas não são soluções mágicas. É essencial cuidar de si mesmo e não se deixar levar pelo sofrimento dos outros.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia identificam o fenômeno das “pessoas do cortisol”, indivíduos que vivem em constante estresse devido a ambientes inseguros. Esse estado emocional pode ser transmitido a outros, gerando um contágio emocional que afeta a saúde mental e física.
O conceito foi explorado por Howard Friedman e Ronald Riggio na década de 1980. Eles descobriram que a presença de pessoas ansiosas ou estressadas pode provocar reações semelhantes em quem está ao redor. Esses indivíduos, chamados de “pessoas do cortisol”, apresentam sintomas como palpitações, suor e tensão muscular. Micaela Zappino, psicóloga especializada em saúde mental, explica que esse estresse contínuo pode levar à exaustão física e emocional.
A amígdala, parte do cérebro responsável pelo processamento emocional, reage ao estresse enviando sinais de alerta ao hipotálamo. Isso ativa o sistema nervoso, preparando o corpo para lutar ou fugir. Estudos indicam que o estresse pode agravar diversas condições de saúde, levando especialistas a enfatizar a importância de reconhecer seu impacto.
Causas e Consequências
Lucila Bergonzi, psicóloga clínica, destaca que as “pessoas do cortisol” geralmente cresceram em ambientes instáveis, o que condicionou seu sistema nervoso a perceber o mundo como uma ameaça constante. Esse comportamento gera consequências diretas na qualidade de vida, como insônia e problemas de concentração.
A sociedade atual, que valoriza a hiperprodutividade, pode intensificar esses padrões de comportamento. Pessoas emocionalmente sensíveis ou impulsivas tendem a transmitir sua angústia sem perceber o impacto que isso causa nos outros. Reconhecer e validar essas situações é o primeiro passo para evitar a exaustão emocional.
Estratégias de Enfrentamento
Estabelecer limites é essencial para proteger-se emocionalmente. Bergonzi sugere que é importante aprender a dizer “não” e limitar o tempo e a profundidade das interações com pessoas estressadas. Ferramentas como respiração e caminhadas podem ajudar a manter a calma, mas não são soluções definitivas.
Zappino alerta que essas práticas devem ser vistas como pequenas pausas na rotina estressante. É fundamental não se apegar emocionalmente a essas pessoas, evitando se tornar um “colete salva-vidas” para quem está afundando em suas próprias dificuldades.
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