Clarissa Dalloway, a protagonista de “Mrs. Dalloway”, de Virginia Woolf, vai a uma floricultura escolher flores para sua festa. A famosa frase de abertura, “Mrs. Dalloway disse que ela mesma iria comprar as flores”, marca o início do romance. Enquanto está na loja, um carro se aproxima, e a vendedora comenta sobre isso. Dentro do carro, pode estar a rainha, e todos na rua ficam curiosos. Entre eles, está Septimus Warren Smith, que é um oposto e, ao mesmo tempo, um reflexo de Clarissa. Essa é a única vez que eles se encontram fisicamente. Woolf usa essa cena simples para conectar os dois personagens, mostrando como suas vidas se entrelaçam. Clarissa é uma mulher da alta sociedade que organiza festas, enquanto Septimus é um ex-soldado traumatizado pela guerra. Através do fluxo de consciência, Woolf revela os pensamentos e sentimentos de ambos, fazendo o leitor perceber a melancolia presente nas pequenas coisas da vida de Clarissa. A narrativa mistura as vozes dos personagens, tornando difícil saber quem fala em certos momentos. A história mostra a rigidez da sociedade inglesa da época e como as escolhas pessoais refletem fragilidades e preconceitos. A dor de Septimus, mesmo que indiretamente, afeta Clarissa em sua festa. A cena inicial, onde todos tentam adivinhar quem está no carro, ganha mais sentido no final, mostrando como pessoas de diferentes classes estão ligadas por uma melancolia comum. A obra de Woolf continua relevante e provoca reflexões sobre a vida e as escolhas que fazemos.
“Mrs. Dalloway”, de Virginia Woolf, completa cem anos em 2025
O romance “Mrs. Dalloway”, de Virginia Woolf, celebra seu centenário em 2025. A obra, que retrata a vida de Clarissa Dalloway na alta sociedade inglesa, explora temas como melancolia e identidade. A narrativa se inicia com Clarissa escolhendo flores para uma festa, uma cena emblemática que estabelece a conexão entre os personagens.
Durante a escolha das flores, Clarissa ouve um estampido e vê um automóvel que pode ser da rainha. Nesse momento, ela se cruza com Septimus Warren Smith, um ex-soldado traumatizado. Essa breve interação destaca a complexidade das crises existenciais que permeiam a obra. Woolf utiliza o fluxo de consciência para entrelaçar as vidas de Clarissa e Septimus, revelando suas angústias e solidões.
Conexões entre personagens
A relação entre Clarissa e Septimus é central para a narrativa. Enquanto Clarissa é uma dama da alta sociedade, Septimus representa o oposto: um homem marcado pela guerra e pela dor. Através de suas vozes, Woolf explora a fragilidade das convenções sociais e a profundidade da melancolia humana.
A obra é uma tapeçaria de pensamentos e sentimentos, onde cada personagem contribui para a construção de um panorama social rico e complexo. Através de diálogos e monólogos internos, o leitor é convidado a refletir sobre as crises psíquicas que afetam tanto Clarissa quanto Septimus.
Relevância contemporânea
Cem anos após sua publicação, “Mrs. Dalloway” continua a ressoar com os leitores. A obra provoca questionamentos sobre a vida e as escolhas que fazemos. A melancolia de Septimus e a superficialidade da festa de Clarissa revelam a interconexão entre diferentes classes sociais e experiências humanas.
Virginia Woolf, por meio de sua prosa inovadora, permanece uma voz relevante, desafiando os leitores a confrontar suas próprias realidades. A obra, rica em significados, se torna ainda mais impactante a cada releitura, reafirmando sua importância na literatura moderna.
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