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André de Leones satiriza a ascensão do nazifascismo no Brasil em ‘Meu passado nazista’

André de Leones satiriza a ascensão do nazifascismo no Brasil em "Meu passado nazista", revelando segredos obscuros de um professor.

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David Foster Wallace, um famoso escritor americano que morreu em 2008, provavelmente estaria buscando entender eventos estranhos da atualidade, como a invasão da Casa Branca por extremistas. Ele poderia usar um estilo narrativo único, misturando filosofia e humor. O novo livro de André de Leones, “Meu passado nazista”, segue uma linha semelhante. Nele, Leandro Helfferich, um professor de filosofia, descobre que seu avô era um nazista. A história se passa em Silvânia, Goiás, e revela a vida pacata do avô, Konrad Helfferich, que escondia seu passado. Leandro, ao mexer em caixas antigas, diz que teria matado o avô, mas o leitor fica em dúvida se isso é verdade. A narrativa é não-linear e se desenrola entre 1990 e 2020, passando por várias cidades, incluindo Brasília e São Paulo. Um momento marcante ocorre em um sarau em São Paulo, no dia da eleição de Jair Bolsonaro, onde Leandro lê um conto que imagina um parque de diversões com temática nazista, causando desconforto entre os ouvintes. O livro critica a ascensão do nazifascismo no Brasil de forma ousada e criativa, usando notas de rodapé para adicionar humor e profundidade. “Meu passado nazista” mostra que a literatura pode ser provocativa e desafiadora, em vez de apenas promover ideias confortáveis. O livro tem 364 páginas e custa R$ 89,90.

David Foster Wallace, escritor americano falecido em 2008, é conhecido por sua erudição e estilo narrativo único. O novo romance de André de Leones, “Meu passado nazista”, apresenta Leandro Helfferich, um professor que descobre o passado nazista de seu avô. A obra satiriza a ascensão do nazifascismo no Brasil.

A narrativa não-linear do livro revela a vida de Konrad Helfferich, avô de Leandro, que viveu pacatamente em Silvânia, Goiás. O neto, ao mexer em caixas misteriosas, afirma ter matado o avô a marteladas, revelando a complexidade de sua herança familiar. A trama se desenrola entre os anos de mil novecentos e noventa e 2020, explorando locações como Brasília e Anápolis, além de São Paulo e Jerusalém.

Um dos momentos marcantes ocorre em São Paulo, durante um sarau no dia da eleição de Jair Bolsonaro, em 2018. Leandro lê um conto intitulado “Konzentrationslager”, que imagina um parque de diversões com temática nazista. A reação do público, composta por senhoras de classe média alta, é de desconforto, o que provoca risadas no protagonista.

Leandro é descrito como um personagem ambíguo, cercado por figuras controversas do Centro-Oeste, como playboys do agronegócio e advogados de políticos. “Meu passado nazista” satiriza a onda nazifascista no Brasil de forma mordaz, utilizando procedimentos narrativos contemporâneos. O livro se desdobra em contos que são comentados pelos próprios personagens, criando uma estrutura complexa e envolvente.

As notas de rodapé são um destaque, com um personagem que se opõe a ser chamado de “o derridiano” protestando em um espaço reduzido na página. A obra de Leones desafia a ideia de que a literatura deve ser pacífica, propondo um desconforto crítico. Publicado pela Editora Record, o livro tem 364 páginas e está disponível por R$ 89,90.

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