Marianne Rogstad, uma avó da Noruega, foi diagnosticada com demência após retornar de um trabalho de cinco décadas na Suíça. Ela se isolou até entrar em uma “fazenda de repouso” perto de Oslo, onde pode trabalhar e socializar. Essa fazenda faz parte de um plano nacional de assistência à demência que a Noruega criou em 2015. Pesquisas recentes mostram que a jardinagem pode ajudar a melhorar a saúde mental e a cognição de pessoas com demência, além de reduzir o risco de doenças. Estudos indicam que atividades ao ar livre, como jardinagem, aumentam a atividade física e a conexão social, diminuindo o estresse e melhorando a saúde geral. Um estudo da Universidade de Edimburgo revelou que pessoas que jardinaram ao longo da vida tiveram melhor desempenho cognitivo. A jardinagem também está ligada a melhorias na memória e no humor, especialmente para aqueles com demência. Além disso, estar na natureza pode ajudar a reduzir o estresse e melhorar a atenção. As “fazendas de repouso” estão se espalhando pela Europa, oferecendo um ambiente positivo para pessoas com demência, onde elas podem se sentir mais autônomas e felizes. Rogstad agora passa seus dias plantando e cuidando de animais, afirmando que estar na natureza é muito melhor do que ficar em casa.
Marianne Rogstad, uma avó aposentada da Noruega, foi diagnosticada com demência após retornar de uma longa carreira como recepcionista de hotel na Suíça. O isolamento a afetou até que ela ingressou no Impulssenter, uma “fazenda de repouso” nos arredores de Oslo. Esse tipo de instituição visa ajudar pessoas com demência a se reintegrar socialmente, promovendo atividades que estimulam o trabalho e a interação.
Desde 2015, a Noruega implementou um plano nacional de assistência à demência, incluindo serviços como o Inn på tunet, que significa “no quintal”. A jardinagem, uma das atividades promovidas nessas fazendas, tem mostrado benefícios significativos para a saúde mental e cognitiva. A médica de família Melissa Lem, da Universidade de British Columbia, destaca que “as prescrições de natureza podem aumentar a atividade física e a conexão social, reduzindo o estresse”.
Pesquisas recentes da Universidade de Edimburgo revelaram que pessoas que praticam jardinagem ao longo da vida apresentam uma melhora maior na capacidade cognitiva em comparação àquelas que não se dedicam a essa atividade. A jardinagem envolve processos cognitivos complexos, como memória e função executiva, que são essenciais para manter a saúde mental.
Benefícios da Jardinagem
Estudos indicam que a jardinagem pode reduzir o risco de demência em até 36%. Além disso, a prática melhora a atenção, diminui o estresse e pode reduzir a dependência de medicamentos. A exposição à natureza também é benéfica, pois ambientes naturais ajudam a aliviar o estresse e promovem emoções positivas.
Bringsjord, coadministradora da fazenda, acredita que a jardinagem proporciona um senso de autonomia. “As pessoas adoram porque podem ver os resultados do seu trabalho”, afirma. Rogstad, que passa três dias por semana na fazenda, relata que “é bom estar aqui na natureza. É muito melhor do que ficar em casa.”
As “fazendas de repouso” estão se espalhando pela Europa e Reino Unido, oferecendo um espaço onde pessoas com demência podem se sentir úteis e conectadas. A combinação de atividades ao ar livre e interação social é fundamental para melhorar a qualidade de vida desses indivíduos.
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