Kári Stefánsson, fundador da deCODE genetics, foi demitido pela Amgen em maio de 2023, em um processo que ele considera abrupto e desrespeitoso. Stefánsson, que deixou Harvard para criar a deCODE em 1996, ajudou a coletar dados genéticos de muitos islandeses e a empresa se destacou em estudos genômicos. Ele afirma que a demissão ocorreu durante uma visita à sede da Amgen, onde foi informado de sua saída de forma direta e sem aviso prévio. A Amgen, que comprou a deCODE em 2012, disse que a decisão reflete uma mudança na forma como as duas empresas colaboram em pesquisas. Stefánsson acredita que a nova abordagem da Amgen limitou a liberdade criativa que a deCODE tinha anteriormente.
Kári Stefánsson, fundador da deCODE genetics, foi demitido pela Amgen em primeiro de maio de 2023, em um movimento que ele considera abrupto e desrespeitoso. A demissão ocorreu durante uma visita à sede da Amgen, na Califórnia, onde foi informado pelo vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento, Jay Bradner, que seus serviços não eram mais necessários.
Stefánsson fundou a deCODE em 1996, transformando a empresa em uma líder em estudos de associação genômica. A companhia coletou dados genéticos de uma grande parte da população islandesa e criou um banco de dados nacional com registros médicos, possibilitando avanços significativos na pesquisa genética. Entre 2007 e 2017, a deCODE contribuiu com 11,5% dos participantes em estudos de associação genômica.
Após a aquisição da deCODE pela Amgen em 2012, Stefánsson afirma que a empresa operou de forma relativamente autônoma. Contudo, ele acredita que a recente mudança na relação entre as duas empresas, que buscou uma integração mais próxima, comprometeu a liberdade criativa que caracterizava a deCODE. “Quando você trabalha em um ambiente muito orientado a metas, perde um pouco dessa liberdade”, disse.
A Amgen não comentou sobre a caracterização da demissão feita por Stefánsson, mas afirmou que a decisão reflete uma evolução estratégica na colaboração entre os cientistas da deCODE e da Amgen. A saída de Stefánsson marca um novo capítulo na história da deCODE, que continua a ser uma referência em pesquisa genética.
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