A atriz belga Émilie Dequenne faleceu neste domingo, aos 43 anos, em decorrência de um câncer raro, o carcinoma adrenocortical, diagnosticado em 2023. Ela estava em cuidados paliativos em um hospital na região de Paris. Dequenne ganhou notoriedade ao vencer o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes em 1999, pelo filme Rosetta, dirigido […]
A atriz belga Émilie Dequenne faleceu neste domingo, aos 43 anos, em decorrência de um câncer raro, o carcinoma adrenocortical, diagnosticado em 2023. Ela estava em cuidados paliativos em um hospital na região de Paris. Dequenne ganhou notoriedade ao vencer o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes em 1999, pelo filme Rosetta, dirigido pelos irmãos Dardenne, que também conquistou a Palma de Ouro.
Além de seu papel marcante em Rosetta, Dequenne atuou em diversos filmes, como À Perdre la Raison (2012) e Les Choses Qu’on Dit, les Choses Qu’on Fait (2021), pelo qual recebeu um César, um dos mais prestigiados prêmios do cinema francês. Sua carreira se estendeu por mais de 20 anos, com mais de 60 produções entre cinema e televisão, destacando-se em obras como A Garota do Trem (2009) e Pas Son Genre (2014).
Em suas redes sociais, Dequenne falava abertamente sobre sua luta contra o câncer, descrevendo a batalha como “implacável” e que “não se escolhe”. Em uma de suas últimas postagens, ela refletiu sobre a dificuldade do tratamento, especialmente no Dia Mundial do Câncer, em fevereiro. A ministra da Cultura da França, Rachida Dati, lamentou sua morte, afirmando que o cinema francófono perdeu uma atriz talentosa que ainda tinha muito a oferecer.
Dequenne deixa uma filha, Milla, de 23 anos. Sua morte gerou uma onda de homenagens nas redes sociais, com colegas e admiradores expressando seu pesar e lembrando a força e o talento da atriz. Luc Dardenne, que a dirigiu em Rosetta, destacou sua capacidade de trazer vitalidade ao filme, enquanto o ex-presidente do festival, Gilles Jacob, elogiou sua contribuição ao cinema.
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