No dia 16 de outubro, a Biblioteca Britânica vai reativar simbolicamente o passe de leitor de Oscar Wilde, que foi cancelado em 1895 por causa de sua condenação por homossexualidade. O evento contará com a presença de Merlin Holland, neto de Wilde, e do ator Rupert Everett. Wilde, um famoso escritor irlandês, teve seu passe, que possuía desde 1879, revogado enquanto estava preso. A reativação do passe é uma homenagem ao autor, conhecido por obras como “O retrato de Dorian Gray”. Merlin Holland comentou que seu avô diria que “já era hora” de reverter essa decisão, já que ele estava preso quando o passe foi cancelado. A Biblioteca Britânica possui uma importante coleção de manuscritos de Wilde e a curadora-chefe, Laura Walker, destacou que o objetivo é prestar homenagem ao escritor. Wilde, que era parte da elite londrina, enfrentou problemas após processar Lord Queensberry, que o acusou de homossexualidade, resultando em sua prisão e na fuga de sua esposa, Constance, com os filhos. Wilde morreu em 1900, em Paris, em condições de pobreza.
Em uma cerimônia marcada para o dia 16 de outubro, a Biblioteca Britânica reativará simbolicamente o passe de leitor de Oscar Wilde, cancelado em 1895 após sua condenação por “indecência grave”. O evento contará com a presença de seu neto, Merlin Holland, e do ator Rupert Everett.
Wilde, um dos mais renomados escritores irlandeses, teve seu passe de leitor, que possuía desde 1879, revogado enquanto cumpria uma pena de dois anos de prisão. A decisão da biblioteca, anunciada no último domingo (15), visa homenagear o autor, que se destacou por suas obras como “O retrato de Dorian Gray” e “A importância de ser prudente”.
Merlin Holland comentou sobre a reativação do passe, afirmando que seu avô provavelmente diria que “já era hora”. Ele ressaltou que Wilde estava preso há três semanas quando o passe foi cancelado, o que poderia ter aumentado sua angústia ao saber que uma das maiores bibliotecas do mundo o havia banido.
Homenagem a Wilde
A Biblioteca Britânica abriga uma das mais importantes coleções de manuscritos de Wilde, incluindo rascunhos de suas principais peças. Laura Walker, curadora-chefe de arquivos modernos e manuscritos da biblioteca, destacou que o objetivo da reativação é prestar uma homenagem ao escritor.
Wilde, que frequentava a elite londrina, caiu em desgraça após processar Lord Queensberry, que o acusou de homossexualidade. A condenação resultou em sua prisão e na fuga de sua esposa, Constance, para a Europa com os filhos. Wilde faleceu em 1900, em Paris, em condições de extrema pobreza.
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