- Guilherme Briggs, dublador brasileiro, participou do Anime Friends, festival de cultura pop asiática.
- Ele compartilhou experiências sobre dublagens de personagens como Han Solo e Spike.
- Briggs destacou a intensidade emocional ao dublar o protagonista Charlie em A Baleia.
- Sua carreira na dublagem começou em mil novecentos e noventa e um, após uma crítica publicada no jornal O Globo.
- Atualmente, ele interage com fãs nas redes sociais e em eventos, valorizando o contato pessoal.
Quando se fala em dublagem no Brasil, Guilherme Briggs é um nome que ressoa com força. Com uma carreira de três décadas, ele emprestou sua voz a personagens icônicos como Superman, Buzz Lightyear e Han Solo. Recentemente, participou do Anime Friends, o maior festival de cultura pop asiática da América Latina, onde compartilhou suas experiências e a intensidade emocional de seu trabalho.
Briggs, que começou sua trajetória na dublagem em 1991, destacou sua paixão por Star Wars e Cowboy Bebop. “Assisti ‘Star Wars’ pela primeira vez com sete anos e virei fã. Dublar Han Solo e Yoda foi um sonho realizado”, afirmou. Sua relação com Cowboy Bebop também é especial, tendo dublado o protagonista Spike. “O Watanabe é um gênio. Fiquei muito feliz ao saber que estaria na dublagem do anime”, contou.
A entrega emocional de Briggs permanece intensa, mesmo após tantos anos. Ele revelou que, durante a dublagem de A Baleia, onde dá voz ao protagonista Charlie, sentiu-se profundamente afetado. “Sofri, chorei e suei enquanto dublava. Pedi pausas porque estava arrasado”, relatou. Essa conexão emocional com os personagens é uma marca registrada de seu trabalho.
Início da Carreira
A paixão de Briggs pela arte começou na infância, quando gravava histórias em fita cassete com seu pai. “Era uma espécie de rádio-teatro feito em casa”, lembrou. Sua carreira na dublagem começou após uma carta de uma colega jornalista, publicada no GLOBO, que criticava a dublagem de um filme de Star Trek. O texto chegou ao estúdio VTI, onde Briggs começou a estagiar.
Ele acredita que o sucesso da dublagem brasileira se deve ao humor e à criatividade do povo. “Nosso humor é muito nosso, os americanos ficam impressionados”, disse. Um exemplo disso foi a tradução de um local em Tá Dando Onda, que se tornou Frio de Janeiro e foi adotada por outros países.
Conexão com os Fãs
Atualmente, Briggs utiliza as redes sociais para interagir com seus fãs, criando um ambiente acolhedor. Ele valoriza o contato pessoal em eventos como o Anime Friends, onde distribui abraços e autógrafos. “Gosto de receber todos sempre que possível. A arte me salvou, e eu tento cuidar dos meus fãs”, concluiu.
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