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Guilherme Briggs se destaca como dublador de Harrison Ford em ‘Star Wars’ no Anime Friends

Guilherme Briggs compartilha experiências emocionais da dublagem de personagens icônicos em evento de cultura pop.

Dublador Guilherme Briggs participa neste domingo (6) do Anime Friends (Foto: Divulgação/Anime Friends)
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  • Guilherme Briggs, dublador brasileiro, participou do Anime Friends, festival de cultura pop asiática.
  • Ele compartilhou experiências sobre dublagens de personagens como Han Solo e Spike.
  • Briggs destacou a intensidade emocional ao dublar o protagonista Charlie em A Baleia.
  • Sua carreira na dublagem começou em mil novecentos e noventa e um, após uma crítica publicada no jornal O Globo.
  • Atualmente, ele interage com fãs nas redes sociais e em eventos, valorizando o contato pessoal.

Quando se fala em dublagem no Brasil, Guilherme Briggs é um nome que ressoa com força. Com uma carreira de três décadas, ele emprestou sua voz a personagens icônicos como Superman, Buzz Lightyear e Han Solo. Recentemente, participou do Anime Friends, o maior festival de cultura pop asiática da América Latina, onde compartilhou suas experiências e a intensidade emocional de seu trabalho.

Briggs, que começou sua trajetória na dublagem em 1991, destacou sua paixão por Star Wars e Cowboy Bebop. “Assisti ‘Star Wars’ pela primeira vez com sete anos e virei fã. Dublar Han Solo e Yoda foi um sonho realizado”, afirmou. Sua relação com Cowboy Bebop também é especial, tendo dublado o protagonista Spike. “O Watanabe é um gênio. Fiquei muito feliz ao saber que estaria na dublagem do anime”, contou.

A entrega emocional de Briggs permanece intensa, mesmo após tantos anos. Ele revelou que, durante a dublagem de A Baleia, onde dá voz ao protagonista Charlie, sentiu-se profundamente afetado. “Sofri, chorei e suei enquanto dublava. Pedi pausas porque estava arrasado”, relatou. Essa conexão emocional com os personagens é uma marca registrada de seu trabalho.

Início da Carreira

A paixão de Briggs pela arte começou na infância, quando gravava histórias em fita cassete com seu pai. “Era uma espécie de rádio-teatro feito em casa”, lembrou. Sua carreira na dublagem começou após uma carta de uma colega jornalista, publicada no GLOBO, que criticava a dublagem de um filme de Star Trek. O texto chegou ao estúdio VTI, onde Briggs começou a estagiar.

Ele acredita que o sucesso da dublagem brasileira se deve ao humor e à criatividade do povo. “Nosso humor é muito nosso, os americanos ficam impressionados”, disse. Um exemplo disso foi a tradução de um local em Tá Dando Onda, que se tornou Frio de Janeiro e foi adotada por outros países.

Conexão com os Fãs

Atualmente, Briggs utiliza as redes sociais para interagir com seus fãs, criando um ambiente acolhedor. Ele valoriza o contato pessoal em eventos como o Anime Friends, onde distribui abraços e autógrafos. “Gosto de receber todos sempre que possível. A arte me salvou, e eu tento cuidar dos meus fãs”, concluiu.

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